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100+ Inovadoras no Uso de TI 2019
Embraco

Inovar exige resiliência, alerta CIO da Embraco

O processo produtivo de um compressor Embraco, fabricante de soluções de refrigeração, é bastante complexo. Não só porque o produto é altamente crítico para o sistema de refrigeração, como uma geladeira, por exemplo, e exige muitos detalhes, mas também porque a linha de produção é bastante verticalizada, com inúmeras estações de trabalho sequenciais. Assim, a […]

Publicado: 19/05/2026 às 04:55
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Construção civil — Foto: Reprodução

O processo produtivo de um compressor Embraco, fabricante de soluções de refrigeração, é bastante complexo. Não só porque o produto é altamente crítico para o sistema de refrigeração, como uma geladeira, por exemplo, e exige muitos detalhes, mas também porque a linha de produção é bastante verticalizada, com inúmeras estações de trabalho sequenciais.

Assim, a manutenção da velocidade de maximização da produtividade é um desafio constante, e a identificação do gargalo de linha e os impactos reais causados por paradas nas estações anteriores e posteriores são chave para seu controle.

Até pouco tempo, revelou Marcos Casado, CIO da Embraco, esse processo era realizado por operadores e supervisores de forma empírica. Como resultado, poderia haver, em alguns momentos, falhas e desperdício. A busca por eficiência e produtividade, portanto, mostraram-se prementes.

A solução foi a criação de um algoritmo, baseado em inteligência artificial (AI), que atua na identificação de geradores de perdas produtivas. “A TI da Embraco é forte parceira da área de Manufatura e em nossa jornada de digitalização sempre buscamos melhorias. Quando identificamos que poderíamos evitar paradas na linha de produção, pensamos em uma solução fora da caixa”, conta Casado, vencedor de As 100+ Inovadoras no Uso de TI, na categoria Siderurgia, metalurgia e mineração. O prêmio é concedido anualmente pela IT Mídia em parceria com a PwC.

O executivo explica que a criação do algoritmo movimentou todo o ecossistema da Embraco. Com base nas informações coletadas pela sensorização das linhas e uso extensivo do sistema de execução da Manufatura (MES) Dassault Systemes nas áreas produtivas, desenvolveu-se, em parceria com Senai e Universidades, um algoritmo preditivo para identificar e apontar a localização (estação de trabalho) e a causa (defeito, erro) das interrupções que geram impacto real no gargalo de produção.

O algoritmo utiliza informações coletadas nas linhas e correlações entre elas para identificar com precisão ocorrências críticas, apresentando-as em uma interface amigável e flexível desenvolvida na solução de Business Intelligence (BI), Qlik.

Segundo Casado, nem todas as paradas geram impacto e por isso, ao serem identificadas pelo algoritmo, poderiam ser corrigidas com menos criticidade e menos custo. Por outro lado, as interrupções críticas geram impacto imediato e causam perda de produtividade. Assim, com a informação gerada pelo algoritmo, elas podem passar por manutenção corretiva urgente em caso de parada.

Inovação: missão impossível?

Casado lembra que no começo do projeto, o time acreditava ser impossível executá-lo. Diversos desafios colocaram à prova o ânimo da equipe. “Tivemos de fazer ajustes de rota e foram meses desgastantes”, observa ele.

Contudo, quando o algoritmo passou a mostrar seus primeiros resultados, o time enxergou uma luz no fim do túnel. E foi justamente esse o motor de sucesso da implementação. “Passamos a ter credibilidade quando o algoritmo apontou problemas. A resistência deu lugar ao fato/eficiência”, comemora. “Foi uma amostra de que resiliência na inovação é vital. Se não tivesse isso, não teríamos conseguido”, completa ele.

E o algoritmo logo trouxe resultados positivos. Segundo Casado, a Embraco observou evolução de 11% nas microparadas, reduzindo ainda em 11% as perdas. Com isso, foi possível absorver R$ 5 milhões por ano, por atividade.

Além dos evidentes benefícios, o projeto colaborou para o avanço na jornada em busca da certificação World Class Manufacturing (WCM), no pilar de gestão de custos, que recebeu excelente avaliação suportado pelo uso do algoritmo. Além disso, a novidade também colaborou para a padronização dos dados das diferentes plantas, permitindo a troca de informações pelas equipes.

O próximo passo do algoritmo, de acordo com o executivo, é atuar de forma preditiva, ajudando a mapear problemas futuros, que poderão ser evitados. “Temos o objetivo de estabelecer uma estratégia de data driven. Esperamos que esse seja um passo inicial para essa caminhada.”

Está no DNA

Casado indica que, de fato, a inovação está no DNA da Embraco. Tanto é que a empresa, conta hoje com cerca de 1,2 mil patentes depositadas vigentes e direciona de 3% a 4% da sua receita líquida para pesquisa e desenvolvimento (P&D).

E uma das crenças da Embraco é de que a inovação não caminha sozinha. “Para nós, a inovação vem do ecossistema. Não existe mais o herói inovador. Temos de buscar alianças. Afinal, juntos podemos ir mais longe”, afirma Casado.

Longe de ser uma bolha, Casado indica que toda a companhia é comprometida com a inovação, e não só a TI. “A inovação está no nosso dia a dia. Sempre tendemos a achar que produto é a causa maior da inovação, mas está permeando toda a companhia. A Embraco não sabe viver sem inovação”, finaliza.

Finalistas do prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI na categoria Siderurgia, metalurgia e mineração

1º Embraco – Marcos Casaco, CIO

2º Nexa Resources – José Antônio Furtado, CIO

3º CBA – Luis Carlos Maldaner, gerente de TI

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