Analista acredita que, com negócio, PT fortalece sua posição no Brasil ao assumir uma fatia da Oi, um operador verticalmente integrado
José Otero, presidente da Signals Telecom Consulting, cita entre as consequências imediatas da aquisição da fatia da Portugal Telecom (PT) na holding Brasilcel pela Telefónica a possível transformação da Vivo na unidade de negócios móveis da operadora fixa. O movimento seria importante para fortalecer a presença da operadora no segmento corporativo.
A união ajudaria no estabelecimento de complementaridade. Segundo informações enviadas a Dow Jones, a espanhola espera obter entre US$ 4,3 bilhões e US$ 5,1 bilhões em sinergias com a fusão.
O analista lembra que, com a compra, a Telefónica transforma-se na maior operadora de telecom no mercado brasileiro em número de linhas ativas e faturamento. Além disso, há alta probabilidade de que a operadora fixa desista da intenção de lançar uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês) utilizando a rede da Vivo.
A portuguesa, por outro lado, fortalece sua posição no Brasil ao assumir uma fatia da Oi, um operador verticalmente integrado. “É importante ressaltar que a PT pode servir de trampolim para que a brasileira obtenha expansão internacional para mercados da África”, analisa Otero, por e-mail.
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