Fornecedora de soluções de transferência de documentos no modelo Eletronic Data Interchange (EDI) adotou WebLogic Integration da BEA
Uma empresa cujos produtos dependem inexoravelmente de tecnologia encontra um grande desafio quando vê seu negócio crescer e sua capacidade de processamento chegar ao limite. Com uma taxa de expansão dos negócios de 11% ao mês, a AccesStage estava chegando ao limite. Encontrou na integração de sua base de aplicativos a solução para manter a qualidade da oferta a preços competitivos.
A companhia, fornecedora de soluções de transferência de documentos no modelo Eletronic Data Interchange (EDI), decidiu adotar o WebLogic Integration da BEA Systems, uma solução para integração de aplicativos. “Trabalhamos com diversos sistemas diferentes, desde SAP, passando por sistemas legados, aplicações e software proprietário. E a integração de nossos usuários com seus clientes pode ser feita de várias formas”, conta Pedro Henrique Arruda, gerente de tecnologia da AccesStage.
Para se ter uma idéia, a AccesStage processa cerca de 50 milhões de transações eletrônicas por mês, para uma base de 25 mil clientes corporativos no Brasil. “Minha plataforma antiga era muito segmentada, o que gerava um custo alto, com diversos produtos”, comenta Arruda. O grande desafio para suportar o crescimento seria manter a diversidade do ambiente sem ter impacto nos custos. “Temos um preço muito atrativo para o cliente, o que não seria possível se estivéssemos na mesma plataforma”, explica o executivo.
A AccesStage investiu cerca de R$ 5 milhões no projeto de implementação do WebLogic Integration, baseado em tecnologia Java J2ee. O projeto foi iniciado em 2005 e está previsto para terminar até julho deste ano. Embora a previsão de retorno do investimento esteja programada para o fim do ano, os resultados já começam a aparecer. “Saí de um ambiente de 90% de uso para 5% da capacidade utilização do hardware, o que permite o crescimento a baixo custo”, conta Arruda. Segundo ele, houve ganhos de 60% na capacidade de processamento. O projeto permitiu o desenvolvimento de novos produtos ao cliente, com tecnologia mais avançada. “E o tempo de entrega dos produtos diminuiu em 50%”, relata.
Outro obstáculo vencido foi atender à necessidade de clusters. “Os serviços que disponibilizamos precisam ter redundância e alta disponibilidade; o custo para fazer replicação estava alto, e conseguimos diminuí-lo em 30%”. Com o sucesso do projeto, a AccesStage tem planos de aquisição de novos produtos da BEA até 2009, incluindo um portal de integração de aplicativos.
*Ligia Sanchez para Information Week Brasil