Alvo de processo após suposto abuso de monopólio contra a rival AMD, fabricante de chips intensifica postura agressiva contra UE.
A investigação antitruste da União Européia contra a Intel é “discriminatória e parcial”, acusou a fabricante em uma ação detalhada na mais recente edição do informativo da organização européia, afirmando que não está conseguindo se defender corretamente contra as acusações.
A Intel é acusada de abusar do seu poder de monopólio para diminuir ainda mais a participação da rival AMD no setor de chips.
Segundo documentos da investigação, a Intel vendeu nominalmente chips abaixo do preço e ofereceu descontos a fabricantes e varejistas em troca do compromisso de vender apenas produtos seus.
A Intel também teria pago aos canais para atrasar o lançamento de produtos da AMD.
Em outros comunicados públicos, a Intel alegou ser inocente e afirmou esperar seu livramento das acusações.
Agora, a empresa está mirando a Comissão Européia, entrando com uma ação em outubro alegando que o grupo falhou em obter “evidências documentadas” sobre as acusações do caso.
A Intel exige que as decisões da Comissão sejam anuladas e quer que o prazo para responder à carta de objeções elaborada contra a empresa aumente em 30 dias após os documentos secretos serem revelados.