Elas desenvolveram um centro de estudos aplicados de tecnologias para a formação escolar, no campus da instituição sem fins lucrativos
A Fundação Bradesco e a Intel anunciaram um centro
de estudos aplicados de tecnologias para a formação escolar, no campus
da instituição sem fins lucrativos em Campinas, no interior de São
Paulo. A fabricante americana, que lidera com mais de 80% de
participação o mercado mundial de chips para computadores, também
firmou compromisso de treinar professores da rede pública do estado de
São Paulo na uso de computadores na sala de aula. Cerca de mil
educadores serão treinados para formarem outros professores, com o
potencial de atingir até 200 mil representantes da rede.
Segundo o presidente do conselho de administração da Intel, Craig
Barrett, os computadores já mostraram que, quando bem utilizados, podem
ser uma importante ferramenta de ensino. “Mas os professores precisam
ser treinados”, reiterou. “Não se pode negar que ter todas as
informações globais à disposição pela internet podem ajudar as
crianças.”
O objetivo do Centro de Educação Digital é que as empresas e
pedagogos possam aplicar novas tecnologias, criar metodologias de
ensino para elas, verificar seus efeitos e fazer provas de conceito.
A Fundação Bradesco já utiliza a informática em algumas de suas
salas de aulas. Foi na unidade de Campinas que se tornou a primeira
instituição a usar os notebooks educacionais Classmate, desenvolvidos
pela Intel, que estão disponíveis a todos os alunos do campus.
Recentemente, Portugal e Venezuela assinaram acordo de compra de
máquinas para equipar suas escolas públicas. O governo brasileiro
chegou a realizar licitação de compra de laptops educacionais no fim do
último ano, vencido pelo Classmate – produzido localmente pela Positivo
Informática -, mas o pregão foi cancelado e ainda não retomado. “O
Brasil é bem maior que Portugal e os gastos de levar às escolas são
grandes. Mas espero que o Brasil adote a tecnologia”, afirmou Barrett.
“Portugal está criando empregos para construir e manter os
computadores.”
Na Fundação Bradesco, há também locais equipados com lousas
eletrônicas e iluminação inteligente, ajustada para o perfil de cada
aula: luz fria para ensino de Matemática, baixa para facilitar a
memorização e similar ao de fim de tarde, em aulas que estimulam a
criatividade. Algumas tecnologias que serão testadas no centro, como a
identificação por radiofreqüência (RFID), também chegarão às salas,
segundo o gerente da área de tecnologia da Fundação Bradesco, Nivaldo
Marcusso. Por meio de etiqueta inteligente no crachá do aluno, ele será
identificado quando entrar na sala, tornando dispensável a chamada por
nome.
Entre as empresas que participam do centro está a Lego Education,
que traz ao Brasil tecnologia de robótica, como motores, que podem ser
montados em bombas d´ água, por exemplo, e controlados por laptops em
rede. Por meio deles, os alunos podem testar na prática conceitos de
Matemática.