Pesquisa mostra que usuários têm deixado de lado atividades da vida real por causa da internet
Uma pesquisa com mil americanos feita pela agência de publicidade JWT mostrou que a internet se transformou em uma parte tão essencial do dia-a-dia das pessoas que 28% dos entevistados afirmaram que gastam menos tempo com seus amigos por conta dela. Já 20% disseram até que fazem menos sexo porque estão ocupados navegando.
De acordo com o levantamento, apenas 17% dos americanos se desconectaram voluntariamente por mais de duas semanas no último ano. Quando perguntados por quanto tempo se sentiriam bem sem acesso, 15% dos respondente disseram um dia ou menos, 21% alguns dias e 19% por períodos mais longos.
Metade dos entrevistados com 35 anos ou mais afirmaram que se não puderem entrar na internet quando querem, têm a sensação de que estão deixando de fazer alguma coisa muito importante.
A pesquisa da JWT também mostrou que o tempo gasto com novas tecnologias digitais está tomando espaço da TV e do rádio. A leitura de jornais impressos e revistas também caiu para 44% dos americanos e 47% assistem menos TV. O número sube para 52% para aqueles com menos de 35. E a metade dos respondentes afirma que compra menos em lojas reais.
Mas existe alguma coisa que os americanos estão fazendo mais? Sim, trabalho. Dos entrevistados, 22% disseram que as novas tecnologias os levaram a trabalhar mais.
O estudo tambpem mostrou que aqueles que não cresceram com tecnologias digitais e interativas tendem a ver os mundos online e offline de forma separada. Para os imersos na tecnologia, no entanto, não há uma grande distinção. O mundo online é parte da vida normal, como um carro ou uma TV.
O novo abismo digital é a mobilidade, afirma a JWT. “Agora é a conectividade com mobilidade que separa as gerações”, disse Marian Salzman, porta-voz da JWT. “Americanos mais velhos estão contentes em permanecer em um mesmo lugar para ficar conectado, enquanto os mais jovens esperam poder se conectar a qualquer hora e lugar. A mobilidade representa a próxima grande mudança.”
Dos entrevistados com menos de 35, 78% disseram que não têm um desktop, comparado com 93% daqueles com mais de 55 anos.
*Sharon Gaudin, InformationWeek EUA