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Invasão, destruição, extorsão – parte 3 a negociação

Semana passada continuamos contar a história “Invasão, destruição, extorsão ? parte 2″ (se você ainda não leu, leia desde a parte 1 para melhor entender a continuação da história). Eu estava começando a entender o que o CLARCK estava fazendo. Era um espécie de tática de terrorismo. Ele fez o que podia para me amedrontar, […]

Publicado: 14/05/2026 às 21:06
Leitura
4 minutos
Invasão, destruição, extorsão – parte 3 a negociação
Construção civil — Foto: Reprodução

Semana passada continuamos contar a história “Invasão,

destruição, extorsão ? parte 2″ (se você ainda não leu, leia desde a parte 1

para melhor entender a continuação da história).

Eu estava começando a

entender o que o CLARCK estava fazendo. Era um espécie de tática de terrorismo.

Ele fez o que podia para me amedrontar, mostrar um “poder” que ele supostamente

tinha e preparar o terreno para algo a mais, que eu ainda não sabia do que se

tratava. Curiosamente ele começou a manifestar interesse em detalhes sobre meu

servidor e eu obviamente era reticente em minhas repostas. Para que eu iria

entregar mais outro ao bandido, literalmente! O linguajar “internetês” me

incomodava sobremaneira mas era pior pois uma chuva de erros de português junto

com estas abreviações todas deixavam-me cansado.

Com essa

insistência eu comecei a desconfiar de que ele poderia estar tendo acesso ao

nosso servidor de desenvolvimento e não ao servidor de produção, onde os sites

estavam hospedados. Mas jamais poderia imaginar como!! Eu pressentindo que ele

poderia começar a fazer algum tipo de ameaça ou exigência comecei a me defender.

Eu era sócio da empresa. Se ele soubesse disso ia começar a pegar pesado, pois

se ele estava falando com quem pode decidir algo ele iria fundo nas suas

investidas.

Não sei se perceberam mas no meio da conversa ele citou que

PRECISAVA fazer ainda vários “defacements”, como se ele tivesse que realizar uma

“cota” de invasões. E era isso mesmo. Para se auto-afirmar perante sua “tribo”

ele tinha que detonar vários sites ainda. Mas ainda bem que “eu tive sorte” de

encontrá-lo pois se fosse outro teria deletado tudo!! Que horror!

Em

seguida CLARK começa a por suas manguinha para fora. Eu precisava de todo jeito

conquistar um pouco a confiança dele para ganhar tempo.

Ele chegou onde

queria. Com um papo maluco, às vezes manso e às vezes ameaçador, ele queria

mesmo “din-din”, apenas (!!!) R$ 10.000 para sanear nossas vulnerabilidades. Na

falta de dinheiro meu notebook serve (como ele sabia que eu tinha notebook?). Eu

quis que ele entendesse que poderia parecer extorsão o que ele estava fazendo, e

era mesmo!! Como alguém fala que vai forçar a falência de uma empresa e ter boas

intenções? Ele queria uma garantia de que seria pago pelos seus “serviços”.

Claro que se eu concordasse, ele iria deixar uma porta ainda aberta para se

garantir e ser a brecha para mais uma sessão de extorsão. Apesar de indignado e

&#@*%@# da vida eu não podia nessa hora entrar em atrito com ele, precisava

de tempo. Sem contar a má influência, eu já começava a usar algumas (poucas)

abreviações malignas em nossa conversa.

Eu estava

EXPLODINDO nessa hora!! Mas mesmo assim fiz o papel de quem nada poderia

decidir. Joguei o problema para frente. Ele falar para EU PAGAR, do meu bolso,

eu como um “funcionário da empresa” que iria perder o emprego. É um absurdo.

Absurdo maior só mesmo na hora que ele me propôs RACHAR A GRANA!!! Eu percebi

que ele também estava meio desesperado pois propor tudo isso assim… Eu acho

que ele foi pego de surpresa quando eu não embarquei em nenhuma das conversas

dele. Por isso ele começou a apelar.

Como ele não

estava conseguindo evoluir muito na sua “negociação” comigo começou a cometer

erros. Começou a entregar algumas informações valiosas para mim, que me

permitiram “somar um mais um”. Eu ainda não sabia nada de mais concreto, mas

começava e ter minhas desconfianças. Sua vontade de se exibir fez que ele se

expusesse. Ele ao mostrar os dados de cartão de crédito de um cliente de um site

feito pela XWEB e depois ao revelar que tinha arquivos com os nomes das pessoas

que trabalhavam, nomes dos clientes, denunciou que ele tinha acesso privilegiado

a informações. Parecia ter conseguido isso por alguém de dentro. Mas isso seria

IMPOSSÍVEL, pois estes tais arquivos somente eu e meu sócio tínhamos. Que

coisa!!!

Ele revelou, sua infantilidade (não pela idade e sim pelas

atitudes), quando afirmou que um garoto de 16 anos dominava uma empresa e que

podia “muer” todos os sites e o emprego de todo mundo, deu para perceber que ele

estava muito confiante. Este foi o fio na meada para solucionar o enigma.

Mas isso é assunto para a semana que vem…

Invasão,

destruição e extorsão ? parte 1 a invasão

Invasão,

destruição e extorsão ? parte 2 a aproximação

Invasão,

destruição e extorsão ? parte 3 a negociação

Invasão,

destruição e extorsão ? parte 4 a defesa

Invasão,

destruição e extorsão ? o fim de CLARCK

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