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Investimento em fintechs cai 29%, mas rende US$ 22 bilhões

De acordo com análise da Accenture sobre dados da CB Insights, os investimentos em negócios de fintechs caíram 29% no primeiro semestre de 2019. É citada a estagnação das atividades e negócios de captação de recursos na China. Até o final de junho, os investimentos foram de US$ 22 bilhões, contra US$ 31,2 bilhões movimentados […]

Publicado: 21/05/2026 às 00:38
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4 minutos
Investimento em fintechs cai 29%, mas rende US$ 22 bilhões
Construção civil — Foto: Reprodução

De acordo com análise da Accenture sobre dados da CB Insights, os investimentos em negócios de fintechs caíram 29% no primeiro semestre de 2019. É citada a estagnação das atividades e negócios de captação de recursos na China.

Até o final de junho, os investimentos foram de US$ 22 bilhões, contra US$ 31,2 bilhões movimentados no mesmo período de 2018.

Para a empresa, não houve nenhum negócio gigantesco no período, como a arrecadação de US$ 14 bilhões da Ant Financial (antes Alipay) em maio de 2018. Sem considerar esta transação específica, os investimentos teriam subido 28%, e não recuado.

Já nos Estados Unidos, neste primeiro semestre, os negócios de fintechs subiram US$ 12,7 bilhões (+60%), mas o número de transações permaneceu praticamente o mesmo: 564 atuais contra 563 em 2018.

Segundo a análise, assim ficou a maior divisão de financiamentos no período: 29% para startups de empréstimos; 25% para startups de pagamentos. O maior acordo foi de US$ 1 bilhão que a Figure Technologies Inc. obteve em maio.

A óptica da Europa

No Reino Unido, investimentos em fintechs subiram para US$ 2,6 bilhões (quase o dobro), e o número de negócios saltou 25%, para 263. A Accenture destaca algumas empresas e negócios do período:

  • Monzo, que levantou US$ 144 milhões em junho;
  • Starling Bank, que levantou US$ 211 milhões em duas transações em fevereiro;
  • TransferWise, que fechou um negócio de US$ 292 milhões em maio;
  • WorldRemit, que arrecadou US$ 175 milhões em junho

Julian Skan, diretor administrativo sênior da área de Serviços Financeiros da Accenture, destaca o “interesse e demanda dos consumidores pelas novas propostas das fintechs, particularmente no Reino Unido e  em outros lugares da Europa”.

Ele também destaca a captação de recursos, onde “os investidores buscam retornos sustentáveis em vez de outros compradores”. Mas Skan faz um alerta: “quanto tempo isso deve durar?”

“É provável que os investimentos cheguem a um patamar de estabilidade em breve e, provavelmente, caiam mais para frente”, conclui.

Na Alemanha, neste primeiro semestre, os investimentos em fintechs passaram de US$ 406 milhões para US$ 829 milhões, se comparado com o mesmo período de 2018. Os valores são liderados pelos US$ 300 milhões que o banco N26 levantou em janeiro; mas, também, pelo investimento de US$ 125 milhões na insurtech Wefox Group em março.

Na Suécia, a captação de recursos chegou a US$ 573 milhões; na Franca, as fintechs arrecadaram US$ 423 milhões, ou 48% a mais do que no ano passado.

Na região Ásia-Pacífico, em Cingapura, o valor dos negócios chegou a US$ 453 milhões; na Austrália, foram alcançados investimentos de US$ 401 milhões, mais que o triplo do ano anterior.

Startups de pagamentos e empréstimos

Segundo a pesquisa, startups de pagamentos receberam a maior parte dos investimentos globais em fintechs, ficando com 28% do total. As startups de empréstimos vêm em seguida, com 25%, e os insurtechs em terceiro com 14% da fatia.

O número de negócios em fintechs globalmente subiu para 1.561, ou 2% a mais do que o primeiro semestre de 2018.

Mas, por exemplo: o número de negócios se manteve nos EUA e aumentou no Reino Unido; na China e Índia, o índice registrou quedas de 49% e 21%, respectivamente.

Países como Cingapura e Japão experimentaram aumentos de 55% e 33%, respectivamente. Na Suécia, eles quase dobraram (40, no total), e na Alemanha subiram 27% (para 56).

Piyush Singh, diretor-executivo da Accenture e líder da área de Serviços Financeiros para Ásia-Pacífico e África, vê “um bom indicador do nível de confiança que os investidores têm na indústria de fintechs”.

“As startups e as soluções que elas oferecem estão amadurecendo, o que é um bom presságio para instituições tradicionais parceiras de fintechs e para a inovação no setor de serviços financeiros como um todo”, completa.

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