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Investimentos altos deste ano não evitarão gargalo no ano que vem

Câmbio instável e a demanda não-prevista serão agregados à escassez de crédito internacional

Publicado: 01/05/2026 às 19:44
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Investimentos altos deste ano não evitarão gargalo no ano que vem
Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar de o ano de 2008 ter sido excepcional para as telecomunicações, com um investimento 30% superior ao do ano passado – de R$ 16 bilhões – movimentando a indústria de equipamentos de telecomunicações, as previsões feitas para 2009 não são nada alvissareiras.

Está sendo anunciado desde já pela indústria de equipamentos um gargalo importante nas redes de dados das operadoras, a despeito de elas terem sido objeto central dos investimentos realizados.

“Não existe experiência sobre o crescimento do tráfego de dados, e isso pode ocasionar um estrangulamento das redes que estão sendo aumentadas em nível inferior ao necessário”, afirmou o presidente da NEC do Brasil, Herberto Yamamuro, durante painel do Fórum Telequest 2008, realizado sexta-feira em São Paulo reunindo representantes de toda a indústria de telecomunicações.

Yamamuro baseou sua previsão no que já está acontecendo nas redes de dados hoje. “O crescimento constatado na banda larga fixa e na celular de terceira geração (3G) é elevado e já se assiste a um forte estrangulamento”, afirmou.

A experiência brasileira é restrita às redes de voz, não se conhece nada sobre a demanda do tráfego de dados. “A internet é um fenômeno mundial. Talvez as empresas tenham de fazer investimentos não-planejados para poder acompanhar a velocidade do crescimento do tráfego”, previu.

A falta de estabilidade do dólar decorrente da crise financeira mundial vai se constituir num entrave relevante para as operadoras planejarem seus gastos. Segundo o presidente da Qualcomm do Brasil, Marco Aurélio Rodrigues, embora este ano tenha sido excepcional para a indústria de telecomunicações brasileira, as perspectivas para 2009 indicam alta nos preços de insumos eletrônicos importados. “Elas terão de fazer investimentos adicionais e não previstos para atender à forte demanda de dados”, afirmou.

“O câmbio instável e a demanda não-prevista serão agregados à escassez de crédito que tomou conta dos países: esse será o desafio de 2009”, analisou Rodrigues. “Não há dúvida de que seremos atingidos pela crise, resta saber a intensidade e por quanto tempo”, afirmou Aluizio Byrro, chairman da Nokia Siemens para América Latina.

2008 surpreendeu

Apesar de prever dificuldades, Byrro fez um retrato muito positivo do setor este ano. Usando dados dos balanços das operadoras até o terceiro trimestre e completando o ano com previsões da empresa que dirige, o executivo festejou um crescimento de 30% nos investimentos das operadoras telefônicas em relação a 2007. “Voltamos aos níveis de 2005, ou 2001 e 2002, quando havia metas a serem cumpridas e os gastos eram elevados”, afirmou referindo-se aos R$ 16 bilhões gastos este ano comparativamente aos R$ 12,5 bilhões em 2007 e R$ 12,4 bilhões em 2006.

“Devemos chegar ao fim deste ano com 150 milhões de celulares, 3,1 milhões dos quais com acesso de banda larga. Em 2011 haverá 200 milhões de celulares em uso, dos quais 25% trafegando na internet em alta velocidade”, continuou Byrro.

Pelos seus cálculos, as operadoras atingiram faturamento de R$ 105 bilhões este ano, tendo investido 15% desse total em Capex. No ano passado, o faturamento atingiu R$ 91 bilhões e os investimentos foram 14% disso, disse Byrro.

A quantidade de pré-pagos baixou de 81% para 80,5%, comentou o executivo ressaltando que esta foi a primeira queda em oito semestres. Já a migração entre operadoras (churn) cresceu de 2,6% para 2,8%. A receita de dados passou de 7,5% do total no primeiro trimestre de 2007 para 11,4% no segundo trimestre deste ano e 10,8% no terceiro trimestre, surpreendentemente. “Não se sabe por que caiu”, comentou.

A quantidade de minutos de uso atingiu 90 minutos mensais, o que significa um avanço diante dos 65 minutos anteriores, embora ainda esteja muito aquém dos países desenvolvidos e até dos vizinhos latino-americanos.

Banda larga móvel

Na telefonia celular, a penetração chegará este ano a 80% com os 150 milhões de usuários que estão sendo previstos e com a população de 187 milhões, conforme atualização do IBGE.

A banda larga móvel crescerá muito com a terceira geração em implantação no País inteiro por todas as operadoras, disse Sergio Assenço, diretor de regulamentação da Vivo. Ele se referiu à previsão de 2,2 milhões de acessos de banda larga em setembro último, sendo que 50% deles com velocidade de 1 megabit por segundo.

Até o fim do ano, segundo Assenço, o número de acessos de terceira geração totalizará 3 milhões. O crescimento no tráfego das redes de internet (IP) foi de 300%, afirmou o executivo comparando dezembro de 2007 com novembro de 2008. “Um terço dos aparelhos já são de 3G e 70% dos planos vendidos têm tráfego ilimitado”.

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