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Investimentos em startups brasileiras caem 44% no primeiro semestre

Os investimentos em startups brasileiras desaceleraram. Segundo a edição mais recente do Inside Venture Capital, estudo produzido pela Distrito, com apoio do Bexs Banco, as startups brasileiras captaram US$ 2,92 bilhões ao longo de 327 transações no primeiro semestre. Isso significa uma redução de 44% em relação aos US$ 5,26 bilhões em 416 transações do […]

Publicado: 20/04/2026 às 13:54
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Investimentos em startups brasileiras caem 44% no primeiro semestre
Construção civil — Foto: Reprodução

Os investimentos em startups brasileiras desaceleraram. Segundo a edição mais recente do Inside Venture Capital, estudo produzido pela Distrito, com apoio do Bexs Banco, as startups brasileiras captaram US$ 2,92 bilhões ao longo de 327 transações no primeiro semestre. Isso significa uma redução de 44% em relação aos US$ 5,26 bilhões em 416 transações do mesmo período do ano passado.

Segundo o Distrito, o resultado pode ser atribuído ao contexto de inflação, juros altos e crise política global que atingiu o mercado de tecnologia. A queda nos investimentos se deu principalmente no segundo trimestre, tanto no volume quanto na quantidade de transações fechadas. No mês de junho, foram US$ 343 milhões captados em 45 rodadas, frente ao recorde de US$ 2,14 bilhões em 2021, ao longo de 76 negociações.

Leia também: Demissões nos unicórnios: crise ou oportunidade?

“As startups brasileiras sentiram os efeitos do cenário macroeconômico. Diante disso, muitas empresas estão mudando a operação privilegiando caixas mais sustentáveis em detrimento do crescimento exponencial. Os empreendedores terão de mostrar habilidade ao manobrar a empresa e provar que o modelo é adaptável a diferentes contextos”, afirma Gustavo Araujo, cofundador do Distrito.

As fintechs seguem liderando o ranking de investimentos por setor. As startups de serviços financeiros levantaram US$ 1,36 bilhão neste primeiro semestre. As três principais captações do ano até o momento também foram em fintechs: Neon (US$ 300 milhões), Creditas (US$ 260 milhões), e Dock (US$ 110 milhões). Retailtechs (US$ 366 milhões) e HRtechs (US$ 247 milhões) despontam como outras áreas de destaque em investimentos.

As fusões e aquisições no mercado de startups também tiveram uma retração no primeiro semestre, de 118 para 110 transações. Apesar da queda de cerca de 7%, o resultado é considerado positivo para empresas de tecnologia e corporações que buscam fusões e aquisições: “A correção nos valuations que as empresas de tecnologia estão sofrendo as torna mais acessíveis às oportunidades de aquisição”, completa Araujo. Metade dos M&As tiveram outra startup como compradora no primeiro semestre de 2022.

Estágios iniciais avançam

Apesar do cenário negativo, o volume investido em startups de estágios iniciais cresceu. As rodadas do tipo seed (anjo, pré-seed, seed) saltaram de US$ 151 milhões em 2021 para US$ 282 milhões no primeiro semestre de 2022. As rodadas de séries A e B passaram de US$ 1,23 bilhão para US$ 1,39 bilhão.

“A correção de valuation tende a afetar startups mais maduras, principalmente as que têm porte de unicórnio”, diz Araujo. “Empresas iniciantes que tenham um bom time e solucionem dores relevantes do mercado ganham espaço agora”.

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