ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

IoT: mercado precisa entender como captar valor

O mercado de IoT foi diretamente impactado pela crise de falta de componentes em todo o mundo. Mas esse não é o único desafio da indústria. De acordo com Daniel Laper, diretor sênior de Fibra e Desenvolvimento de Negócios da American Tower, o problema de componentes está ligado à entrega. E se o desafio é […]

Publicado: 14/03/2026 às 16:04
Leitura
4 minutos
IoT, IoT Solutions Congress
Construção civil — Foto: Reprodução

O mercado de IoT foi diretamente impactado pela crise de falta de componentes em todo o mundo. Mas esse não é o único desafio da indústria. De acordo com Daniel Laper, diretor sênior de Fibra e Desenvolvimento de Negócios da American Tower, o problema de componentes está ligado à entrega. E se o desafio é na entrega e não na demanda, já é algo positivo.

O executivo foi um dos convidados do evento Massive IoT Summit, realizado ontem (25). De acordo com ele, o principal limitador é o ROI, porque há um grande volume de projetos, um grande volume de dados e, agora, a fase que o mercado está é a de entender como captar valor desse volume.

“A demanda de componentes é altamente irregular por ser um setor baseado em projetos. por isso, é difícil ter um ROI se os projetos são adiados. Tem um caso que estou acompanhando que era para ser implantado no primeiro trimestre desse ano e está sendo adiado. Agora será só ano que vem. O mercado está escalando, mas está em degraus. Eu acredito que durante o ano que vem, a coisa melhore um pouco”, complementou Rogério Moreira, responsável por desenvolvimento de novos negócios da Smart Modular.

Para Daniel, a primeira vertical vista escalando foi a de rastreamento, pois já tinha clientes finais bastante maduros e que conhecem de tecnologia. Agora, iluminação também é um caminho que poderá crescer.

Quando questionados sobre a capacidade das fábricas brasileiras de atender a uma demanda crescente, Roberval Tavares, CEO da Constanta, afirmou que esse não é um problema. Para ele, as empresas nacionais têm competência e um parque fabril bem estruturado para atender a demanda crescente. Mas será necessário entender, por exemplo, sobre a questão tributária para saber como qualificar o produto, usar os benefícios fiscais para poder escalar.

“Da ótica de investimentos, as empresas procuram um time extraordinário ou uma tecnologia que pode ser dominante. É preciso pensar na capacidade de internacionalizar a tecnologia. No dia a dia do ecossistema em geral, vemos muitos gaps para se fechar no Brasil. Um deles é o Vale da Morte [período em que a startup está no ‘negativo’ até conseguir atingir um ponto de equilíbrio], como chamamos, e para o IoT ele é um pouco mais longo”, define Derek Lundgren Bittar, sócio gerente da Indicator Capital.

IoT Massivo é uma realidade?

Outros especialistas discutiram qual a presença, de fato, do IoT Massivo. Para André Martins, CEO da NLT, ele é visto de maneira muito forte no Brasil. “A gente fala de verticais mais massivas, como rastreamento veicular, utilities, meios de pagamentos, entre outros. Mas, com a conjunção de novas tecnologias, você abre novas portas para novas aplicações.”

Por outro lado, diz Igor Calvet, presidente da ABDI, ainda falta a evangelização. No ponto de vista da manufatura tradicional, por exemplo, a preocupação da indústria ainda é com as dificuldades do dia a dia, do custo trabalhista, do custo da energia elétrica e, se alguém fala sobre a tecnologia, eles acreditam ter problemas mais importantes.

“Quando a empresa pensa somente em redução de custo, ele perde o que o IoT pode oferecer. No caso de uma empresa de luz, por exemplo, se ele quer apenas diminuir os gastos com a medição de energia, ele esquece que o cliente pode ter acesso a um dashboard online, ao invés de ter acesso somente à conta no fim do mês. E isso acaba com o uso massivo”, adiciona André.

José Azarite, vice-presidente de inovação corporativa da Venture Hub, acrescenta ao dizer que não é da natureza das empresas começar com IoT. “Eles buscam algo de negócios e a tecnologia ou infraestrutura vem depois. Nós atuamos por verticais, como agro, saúde e logística. Nós temos algumas verticais que atraem mais startups. Naquelas que a gente já estudou e têm potencial de usar de maneira escalável e global, a gente aposta.”

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas