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Ipea defende maior investimento público em telecomunicações

Para pesquisador do instituto, parcerias público-privadas poderiam facilitar acesso aos serviços

Publicado: 12/05/2026 às 06:46
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Ipea defende maior investimento público em telecomunicações
Construção civil — Foto: Reprodução

Após apresentação do estudo Desafios e Oportunidades do Setor de Telecomunicações no Brasil, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rodrigo Abdalla, avaliou na segunda-feira (07/06) que o setor público deveria participar mais da oferta de serviços de telefonia fixa, telefonia móvel, TV por assinatura e internet para que esses serviços possam ser usados de forma mais pulverizada e para que sejam estendidos a todas as classes sociais.

A avaliação do pesquisador levou em consideração os números do estudo que compara os investimentos do setor de telecomunicações de R$ 67 bilhões, previstos para o período de 2010 a 2013, com os R$ 66 bilhões aplicados nos últimos quatro anos. O trabalho cita dados de pesquisa mostrada no Fórum Econômico Mundial, feita com 134 países, que coloca o Brasil na pior posição em oferta de telefonia móvel.

De acordo com o pesquisador, há desafios a serem vencidos entre os quais o de facilitar o acesso da população de baixa renda que não teria como pagar pelos serviços. Ele compara esse cenário ao acesso de energia elétrica que tem sido provido pelo Programa Luz Para todos. “Se dependesse apenas do setor privado, certas famílias ainda não teriam luz”, disse ele. Abdalla propõe que, no caso das telecomunicações, sejam desenvolvidas políticas públicas com maior sinergia entre os governos federal, estadual e municipal, visando às parcerias público-privadas (PPPs).

O pesquisador alertou sobre o risco de uma estagnação nos investimentos por causa da crise financeira que atinge alguns países. De acordo com Abdalla, após o período de privatização promovido no setor, entre 1999 e 2008, foram aplicados recursos da ordem de R$ 148 bilhões. No mesmo período, lembra o pesquisador, praticamente não se usou os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

“O grande problema é que as empresas privilegiam sempre os locais de maior densidade e com concentração de renda”, afirmou. Com isso, os serviços são mais caros em regiões distantes, onde não há infraestrutura. Um serviço de banda larga pode custar até 15 vezes mais no Extremo Norte do país do que na Região Sudeste.

*Com informações da Agência Brasil

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