Segundo Álvaro Gazzolo, da IPTV Americas, 85% das operadoras de cabo da América Latina têm redes analógicas e IP é evolução do serviço
Com o avanço da banda larga, a IPTV tem sido considerada a solução natural para que as operadoras de telefonia fixa possam completar suas ofertas convergentes e oferecer o triple play. Mas a IPTV não deixa de ser uma alternativa também para as operadoras de TV a cabo. “Cerca de 85% das operadoras de cabo da América Latina prestam serviço analógico, por isso têm pouco espaço em sua rede para trafegar serviços de valor adicionado”, comentou Álvaro Gazzolo, CEO da IPTV Américas, agregadora de conteúdo para IPTV, durante o IPTV & 4Play, evento que ocorre no Rio de Janeiro até esta quinta-feira (16/08).
Segundo ele, com a compressão oferecida com a tecnologia IP, é possível até dobrar o número de canais oferecidos aos clientes e ainda ter banda suficiente para ampliar os serviços e ainda oferecer interatividade sem muita alteração na rede das operadoras. “Em três anos, o que se tem hoje de cabo, vai virar IP”, comentou.
Para ele, as telcos têm se colocado à frente da discussão pela IPTV porque têm uma visão única de sua rede. “Nas operadoras a cabo, geralmente, um engenheiro de cabo só trabalha com cabo e um engenheiro de IP só trabalha com IP. As plataformas são mantidas separadas”, exemplificou. Um exemplo de operadora que mudou essa visão, de acordo com Gazzolo, é a americana Comcast, que atualizou seus sistemas para a IPTV.