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IPTV vai virar?

Expansão passa por desafios como o crescimento dos acessos em banda larga e as questões regulatórias

Publicado: 09/04/2026 às 14:58
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3 minutos
IPTV vai virar?
Construção civil — Foto: Reprodução

A Pyramid Research estima que, em 2012, o mercado global de oferta de televisão por protocolo de internet (IPTV) deve atingir uma base de 100 milhões de assinantes, 74% a mais que a base de 2004. Neste cenário, a América Latina deve contribuir com apenas três milhões de assinantes – 3% do total. Nas projeções da Nokia Siemens (que, recentemente, fechou contrato de fornecimento de infra-estrutura de IPTV para a Oi), o Brasil deve conquistar, em três anos, 950 mil usuários do serviço.

A expansão da IPTV passa, no entanto, por desafios como o crescimento dos acessos em banda larga e as questões regulatórias. No Brasil, as operadoras de telefonia não podem fazer o broadcast de conteúdos. A aposta na IPTV é a tábua de salvação para as operadoras de telefonia fixa, que, nos últimos anos, viram a comunicação de voz cair de 92% para 70% de seu faturamento. Enquanto isto, a banda larga, com seis anos de mercado, já ultrapassou o número de assinantes da TV por assinatura e adiciona um milhão de novos acessos por ano.

Quanto à regulamentação, o analista de telecom da Signals Consulting, Diego Bubillo, acredita que é uma questão de tempo, uma vez que a pressão das operadoras vai aumentar. “A banda larga significou um respiro para as fixas, mas elas precisam entrar em TV por assinatura”, comenta. Além disto, estimativas de mercado apontam redução no custo da banda larga de 18% nos últimos anos e um aumento de 8% ao ano no da televisão por assinatura.

Para Bubillo, no entanto, não há nenhum interesse das operadoras em produzir conteúdo, como pretende liberar o projeto de lei do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC).

Mas não são só os fatores externos que tornam acidentado o caminho para a IPTV. O modelo de negócios a ser desenvolvido e a infra-estrutura das operadoras também são questões a serem trabalhadas. “A IPTV precisa de velocidades de transmissão entre 15 Mbps e 20 Mbps, e a disponibilidade atual se encontra muito longe do ideal. Apesar dos significativos investimentos, a maioria das empresas ainda não possui as capacidades suficientes para oferecer IPTV”, avalia em relatório o diretor de investigação de mercados da Signals, Carlos Blanco.

Sobre o modelo de negócios, o analista-sênior da Pyramid Research Fernando Faria dá duas dicas: adoção de pacotes com conteúdo premium e custo mais alto – como o que está sendo adotado em países como Hong Kong – e a oferta em larga escala, com investimentos em infra-estrutura e rede. “Faço um paralelo com a telefonia celular há dez anos, que teve expansão real via massificação.”

Esta é a terceira de uma série de nove matérias que o IT Web publica até 25 de outubro. O especial integra a reportagem de capa da edição 191 de InformationWeek Brasil.

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