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iVirtua brinca de dominar o mundo

Com clima saudável de trotes levados tão a sério quanto projetos de TI, empresa cria ambiente que permite produtividade e reforça foco em crescimento.

Publicado: 28/04/2026 às 17:45
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iVirtua brinca de dominar o mundo
Construção civil — Foto: Reprodução

Entre um intervalo e outro de trabalho, muita risada. Um dos últimos novatos que entrou na iVirtua, Luís Fiorentin Castro, estagiário de suporte técnico, levou um susto ao entrar na sala do presidente, Cristian Gallas, para levar um pedaço de bolo da comemoração nos aniversariantes do mês.

“Tira esse negócio daqui! Eu tenho diabetes! Diabetes progressiva. O que é que é isso? Você quer me matar? Eu faço tratamento desde criança!”, esbravejava o gaúcho. Não passava de brincadeira. “Eu nem sei se existe esse negócio de diabetes progressiva”, conta.

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O estagiário imediatamente sacou que, na iVirtua, além de levar o trabalho a sério, os colegas encaravam também as brincadeiras com afinco. Existe até mesmo um blog, para que fiquem registrados os momentos de descontração dos funcionários – http://blog.ivirtua.com. Até na hora de pensar os objetivos da companhia e as prioridades de projetos para o futuro, eles usam a referência do que o soa como uma piada, mas representa o espírito ambicioso: “Vamos dominar o mundo”.

Se vão ou não dominar o planeta com o mesmo bordão da dupla ‘O Pink e o Cérebro’, eles não sabem. Mas é certo que já conquistaram um clima saudável, o que levou a empresa ao prêmio na dimensão de Imparcialidade na edição 2008 das Melhores Empresas para Trabalhar – TI e Telecom.

Quem ouve tantas referências de bom humor, nem imagina que uma empresa de apenas sete anos (cinco efetivamente de atividades), fundada por um gaúcho que desenvolveu um software em seu quarto e decidiu competir com o Tivoli, da IBM, tenha hoje na carteira clientes como Petrobrás, Citibank, Brasil Telecom, Grupo Friboi e outras cerca de 60 empresas. “O que fazemos para nos divertir é apenas uma forma de desopilar”, conta Gallas.

Conhecido entre os funcionários como “um louco”, o presidente conta que trabalha porque acredita no seu sonho. “Eu já poderia ter vendido a companhia e viver de pernas para cima na praia, mas eu continuo aqui porque eu acredito no futuro da empresa, o que explico para os colegas e fica representado no slogan de conquistar o mundo”, resume.

O executivo é eficiente em transmitir isso às pessoas. Ele afirma que muitos dos profissionais recebem ofertas de trabalho em empresas concorrentes, grandes multinacionais, com salários bem superiores, mas preferem ficar. Primeiro porque querem fazer parte do desafio de crescer e, segundo, porque a empresa enxuta, com apenas 75 funcionários, exclui empecilhos burocráticos e viabiliza a liderança de iniciativas, contato com cliente e muito mais. “Nós fazemos o possível para que as pessoas estejam tranqüilas e para que nenhum problema atrapalhe seu rendimento”, explica. Isso inclui problemas particulares.

Marcelo Rech, gerente de serviços da empresa, se beneficiou disso. Emperrado com problemas com a financiadora, ele ia perder um terreno que havia decidido comprar e já havia até mesmo feito plano da nova casa com a esposa e os dois cachorros. “A burocracia estava levando dias e o vendedor, endividado, queria vender para outro. Bateu o desespero, porque eu não tinha como obter um empréstimo da noite para o dia”, conta. Rech conversou com Gallas e imediatamente recebeu a quantia necessária para o adiantamento com o proprietário do terreno.

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Modelo próprio
Um dos maiores inimigos do presidente da iVirtua é a Consolidação das Leis do trabalho (CLT). “Essas regras foram criadas para quem atua em chão de fábrica, não é para nós”, reclama. Mesmo assim, ele arruma formas de beneficiar os funcionários da maneira que considera mais adequada. Além do salário e da participação nos lucros, foi criada uma moeda própria da empresa, que resulta em compensações mensais aos funcionários. “Conforme a lucratividade da companhia, a moeda aumenta ou baixa ou valor”, explica.

Assim, ele viabiliza formas de recompensar projetos bem-sucedidos e relacionados diretamente ao negócio, e de garantir o bem estar das pessoas. “Antes disponibilizávamos até Nutella na copa. Mas todo o mundo engordou e a moeda própria foi usada para recompensar os times que perdessem mais peso”, lembra. Além disso, na sede da empresa em Montenegro (RS), existe espaço de ginástica laboral, quadra de vôlei, acupuntura, cartão gasolina e muito mais.

Fora o que a empresa oferece, os próprios funcionários pediram um espaço e, por conta, criaram a Associação de Funcionários iVirtua. “Eles construíram uma churrasqueira, a banda do pessoal toca lá, organizam festa a fantasia e campeonatos de vôlei de praia”, descreve. Inclusive, a quadra foi palco de um dos episódios mais marcantes da companhia. Rech – sim, aquele que comprou o terreno e que em 40 dias pretende iniciar a construção de sua casa, chegou à empresa dizendo: “Estou com a chave do carro do Luís, o que é que a gente pode aprontar?”.

Apoiado por Gallas, eles chamaram Ênio Sarmento, técnico da manutenção, para abrir a tela da quadra e colocar o carro atolado na areia. Na volta, alguém envia um e-mail para todos os funcionários. “Poxa, mas tem gente sem noção mesmo. Estacionaram o carro bem na quadra”.

Rech, entretanto, explica que ninguém é obrigado a participar das brincadeiras. “Nós respeitamos quem não gosta. Mas a partir do momento que este alguém brincar com os colegas, está sujeito a reações”, conclui.

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