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Kaspersky alerta: golpe do WhatsApp muda para modo clone

O jeito de realizar o golpe do WhatsApp mudou entre os criminosos brasileiros, alerta a Kaspersky. Agora, a moda é a criação de perfis falsos. Usando dados pessoais vazados, os grupos de criminosos só precisam da foto do perfil de um usuário do aplicativo para iniciar a extorsão das vítimas. A grande diferença desta nova […]

Publicado: 13/04/2026 às 16:51
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O jeito de realizar o golpe do WhatsApp mudou entre os criminosos brasileiros, alerta a Kaspersky. Agora, a moda é a criação de perfis falsos. Usando dados pessoais vazados, os grupos de criminosos só precisam da foto do perfil de um usuário do aplicativo para iniciar a extorsão das vítimas.

A grande diferença desta nova modalidade de golpe é que quem tem o perfil “clonado” ou “falsificado” não fica sabendo que os criminosos estão usando sua identidade para aplicar a extorsão. Isso ocorre porque os bandidos já tiveram acesso a dados pessoais das vítimas. Esta é a principal mudança no esquema do golpe.

Para manter a operação, os criminosos compravam banco de dados com muitas informações pessoais, como endereços, telefone, local onde trabalha, preferência de lazer e afiliação e indicações de pessoas próximas. Os criminosos que comercializam essas informações foram nomeados como Data Brokers, termo que acabou nomeando a operação da Polícia Civil de Goiás realizada em 9 de setembro.

Os Data Brokers não operam o golpe, mas são parte crítica da operação. Eles são responsáveis por obter os dados pessoais para os bancos de dados e organizam os ataques contra empresas que detém registros de internautas. Depois de comprarem as informações pessoais dos Data Brokers, os criminosos ainda procuram nas redes sociais pelos nomes e fotos das pessoas para serem usadas nas contas que aplicarão a extorsão.

Leia também: Aceleradora investirá total de R$ 1,6 milhão em startups brasileiras

Analistas da Kaspersky explicam que, para iniciar o golpe, a primeira mensagem que os criminosos enviam a familiares e amigos é “troquei meu celular”. Após uma rápida troca de mensagem para ludibriar a vítima, o criminoso fará a famosa solicitação de empréstimo de dinheiro para pagar uma conta ou realizar uma compra e o novo celular é a desculpa perfeita para a falha na transferência. De acordo com os dados divulgados no dia em que a operação Data Broker foi deflagrada, os prejuízos com as extorsões somavam R$ 500 mil.

Veja algumas dicas da Kaspersky para se proteger:

  • Ative a dupla autenticação. A mudança da tática usada pelos criminosos mostra que está mais difícil efetuar o roubo da conta. Porém se a situação facilitar, eles voltarão a focar nesta tática. Para ativá-la, siga os passos a seguir: vá ao menu “configurações” no canto superior direito; entre na opção “Configurações”; em seguida clique em “Conta”; selecione “Confirmação em duas etapas; crie um código de seis dígitos que será sua dupla autenticação.
  • Altere as configurações de privacidade para que sua foto seja mostrada apenas para seus contatos. Também não use a mesma imagem em todas as suas contas. Caso os criminosos peguem uma foto diferente, seus contatos mais próximos podem desconfiar. Consulte o Privacy Checker da Kaspersky para ver como alterar as configurações de privacidade nos serviços online e assumir o controle de seus dados pessoais.
  • Caso você receba alguma mensagem, sempre desconfie. Entre em contato com a pessoa que está pedindo dinheiro por telefone (ligação). Além de confirmar a autentificada da mensagem, você ainda alerta a pessoa sobre o golpe.
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