Com isto, a instituição de ensino reduziu gastos com energia e manutenção
Há 36 anos, a Kroton educacional era uma pequena escola de
ensino básico. Hoje, possui 25 unidades de ensino superior em seis estados do Brasil
e mais 595 escolas
de
ensino fundamental, além de ter capital aberto desde julho do ano
passado. Ao contrário da rede de educação infantil do passado, formada
por escolas associadas, as faculdades são próprias – e, desde o fim de
2005, entre as adaptações que os locais recebem para começar a operar
está a de equipar os laboratórios de informática com estações thin
client de quatro fabricantes diferentes – a maioria da nacional
Tecnoworld.
A holding investiu até agora R$ 2 milhões em 1,5 mil terminais e a
tendência é que este número aumente proporcionalmente para acompanhar a
ampliação da companhia. “Começamos a oferecer ensino superior em 2001 e
hoje atendemos 15 mil alunos. A meta é que este número suba para 50 mil
até o fim do ano”, afirma Marcelo Serelle, CIO da companhia.
Na área de ensino superior, a Kroton atua com a aquisição de faculdades
já existentes ou que ainda precisem ser construídas, por isso, já
passou por casos em que a instituição adquirida tinha um laboratório
com computadores obsoletos ou ambientes que precisaram ganhar espaço
para as aulas de informática, que, até então, não existiam. “Com
exceção de cursos específicos de TI, como ciência da computação, todos
os outros podem ter aulas com os thin clients”, explica Serelle, que
optou pela solução devido ao baixo custo de propriedade dos
equipamentos, além da manutenção mais fácil e rápida sem a necessidade
da contínua intervenção técnica.
Por não terem partes móveis e dispensarem a instalação de softwares nos
desktops dos usuários, que passam a acessar remotamente as aplicações
hospedadas em servidores, os thin clients emulam os softwares de um
terminal com a mesma funcionalidade, como se estes estivessem
instalados na máquina. No caso da Kroton, um servidor é instalado para
atender um grupo de até 30 thin clients. “Poderia ser até um número
maior, mas optamos por esta estrutura para prover melhor
disponibilidade de rede em cada unidade de ensino”, comenta o CIO.
Outra vantagem será observada no futuro, por ocasião da troca dos
equipamentos obsoletos por outros com mais recursos. A idéia é usar os
micros comuns em alguns laboratórios de faculdades da holding como
servidor, quando eles se tornarem ultrapassados, para aos poucos deixar
todo o parque tecnológico das unidades de ensino superior apenas com
thin clients. “Ou seja, daqui para frente só adotaremos esta
tecnologia, tanto em nossas unidades novas, quanto nas antigas que
precisarem de novos laboratórios”, finaliza o empresário.