Dos 105 lotes disponíveis, 77 foram adquiridos; valor superou em R$ 100 milhões a soma dos preços mínimos
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encerrou o leilão da sobra de freqüências da telefonia celular com uma arrecadação de R$ 570 milhões, por 77 lotes. O valor ficou R$ 100 milhões acima da soma dos preços mínimos. Estavam disponíveis 105 lotes, e os 28 restantes não receberam propostas.
A Claro obteve o maior número de lotes, com um total de 26, pelos quais desembolsou R$ 86,7 milhões. A Oi foi a operadora que mais investiu, totalizando R$ 224,3 milhões, por 23 lotes. A Vivo adquiriu 13 lotes, com oferta de R$ 169,7 milhões, e a TIM desembolsou R$ 89,3 milhões, em 14 lotes. A Options adquiriu um lote, por R$ 9,3 milhões.
Segundo a Anatel, o resultado da licitação redesenha o mapa de prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP) no Brasil, consolidando um modelo de competição, com a presença de pelo menos quatro operadoras móveis em todas as áreas. As alterações mais significativas foram na área de cobertura da Vivo, que passa a atingir todo o Nordeste do país e o Estado de Minas Gerais, da Oi, que começa a operar no Estado de São Paulo, e da Claro, que cobrirá os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima e os municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná.
A TIM poderá ampliar a oferta de serviços com o aumento da faixa de radiofreqüência nas regiões onde já atua, e a Options, que ainda não operava na telefonia celular, pode iniciar o negócio.
A Anatel destaca também que o sucesso deste leilão prepara a rede dos serviços móveis para a entrada da tecnologia de terceira geração (3G).