Notebooks são equipamentos que trazem consigo uma relação de compromisso com desempenho bem diferente dos computadores de mesa. Não se espera encontrar um PC portátil tão ou mais poderoso que um PC estacionado sobre (ou as vezes sob) uma mesa de escritório. Pode esquecer isso tudo. Este paradigma foi para o espaço!! O Lenovo W700ds […]
Notebooks são equipamentos que trazem consigo uma relação de compromisso com desempenho bem diferente dos computadores de mesa. Não se espera encontrar um PC portátil tão ou mais poderoso que um PC estacionado sobre (ou as vezes sob) uma mesa de escritório. Pode esquecer isso tudo. Este paradigma foi para o espaço!!
O Lenovo W700ds é o sonho de todo “Power user”. Ele não é pequeno, não mesmo. Afinal um notebook com tela de 17 polegadas, processador de 4 núcleos, teclado numérico (igual dos teclados comuns), dois HDs, mesa digitalizadora e múltiplas interfaces (mais detalhes adiante) não pode caber na dimensão de um portátil comum. A foto abaixo eu obtive no ótimo blog do Scott Hanselmann, mostra muito bem o que estou dizendo.

A série “W” da Lenovo entrega a funcionalidade de “workstation portátil”. O preço desta série é proporcional ao seu tamanho. No site da Lenovo podem ser encontrados estes modelos a partir de R$ 13.600,00 até R$ 21.830,00. E acredite, apesar de estratosférico, o preço reflete a grande capacidade do equipamento. A versão que testei era a topo de linha por conta de sua configuração :
– Processador Core 2 Extreme Q9300 (quad core)2.53 Ghz
– SSD de 128 Gb Samsung
– HD SATA 160 Gb Hitachi 7200 rpm
– Vídeo NVIDIA Quadro FX 3700M 1 Gb RAM
– Memória 6 Gb DDR3 1067 Mhz
– LCD 17″ full HD-1920 x 1200
– Segundo LCD 10.6″-768 x 1280
– Bateria 9 células 84Wh
– Rede Ethernet Gigabit e Wi-FI 802.11n (Intel WiFi Link 5300 AGN)
– Mesa digitalizadora integrada
– conexões de vídeo VGA, DVI e Display Port
– leitor de impressão digital
– webcam integrada
– leitor de cartões de memória
– 5 USBs, 1 FireWire
– etc. (todos os outros óbvios dispositivos)

O resultado prático disso tudo é que esta máquina é o MÁXIMO, máximo mesmo, veja abaixo a tela com o resultado do teste desempenho do Vista. Lembro que o maior valor que se pode obter é 5.9, exatamente o índice obtido nesta máquina.

Não é por acaso. Memória DDR3 1067 Mhz, Core 2 Extreme Q9300 (de quatro núcleos), a placa de vídeo e os HDs escolhidos a dedo resultam neste nível de desempenho. Quanto aos HDs cabem algumas observações interessantes. A começar pelo fato de serem dois, que podem ser usados em RAID 0, 1 ou de forma independente (caso da máquina que eu testei). A propósito um dos HDs era um SSD de 128 Gb da SAMSUMG (disco de boot) e o segundo disco para dados e “recovery” um ótimo disco de 7200 rpm. Usando o HDTUNE medi taxas de leitura do SSD que oscilaram entre 86 MB/s a 136 MB/s e tempo de acesso de 0.3 milissegundos !!!

O sistema de dois monitores é muito interessante e de grande utilidade. Mesmo sem ter que conectar outro monitor, basta apertar levemente a lateral do LCD de 17″ que o monitor de 10.6″ (768 x 1280) se revela. Para quem usa programas de engenharia (CAD), animação gráfica, edição de vídeo, etc. o segundo monitor se revela indispensável, pois a área de 1920 x 1200 do monitor principal fica totalmente disponível para exibir o trabalho e no monitor menor pode-se usar para os comandos e menus do software sendo utilizado. Falando em desempenho a placa gráfica NVIDIA QUADRO FX 3700M (1 Gb RAM) me surpreendeu. Este tipo de placa é otimizada para o padrão gráfico OPEN GL e teoricamente não para DirectX. Teoricamente, pois obtive valores muito altos nos testes 3Dmark03, 3Dmark06 e 3DmarkVantage.
3DMarkVantage 1680 x 1050-Lenovo W700 : 3095
3DMarkVantage 1680 x 1050-ATI/AMD 4870: 4200
3DMark06 1680 x 1050-Lenovo W700 : 10208
3DMark06 1680 x 1050-ATI/AMD 4870: 12385
Vejam que em relação a uma 4870, uma das placas de DESKTOP mais rápidas do mercado, a solução gráfica do W700 fica bem próxima. Fiz testes em todas as resoluções desde 1024 x 768 até 1920 x 1200 nos três programas (3Dmark 03, 06 e Vantage) e os resultados foram todos assemelhados aos da 4870, uma das referências de mercado. Lembrando que estamos falando de um notebook… Como só tive a máquina por poucos dias, não testei com jogos mais sofisticados, apenas provei meu antigo GP4 o qual rodei em 1680 x 1050 a 60 frames por segundo e com TODAS as sofisticações visuais ativadas!! O W700 ainda dispõe de um sofisticado sistema para calibragem para “sincronizar” as cores observadas no monitor. Dessa forma faz com que sejam mais fiéis possíveis às cores “reais”, atributo extremamente importante para quem usa o equipamento para renderização de conteúdos para serem impressos, ilustrações, imagens e mesmo vídeos. E o processo é super simples, fecha-se o monitor um “olho automatizado” faz as medidas de luminosidade do ambiente e adapta seus perfis de cores apropriadamente, podendo se basear em ajustes do próprio usuário.



Ainda falando sobre as possíveis conexões de vídeo do W700, existem todas, para todos os gostos, na sequência, Display Port, VGA e DVI. Se necessário há um cabo que no exterior custa US$ 5 para converter o Display Port para HDMI.

Para usuários de CAD e softwares de ilustração a presença da mesa digitalizadora é uma mão na roda. Ela está integrada ao próprio notebook e permite que se use esta forma alternativa de entrada de informações, desenho à mão livre, escrita em forma natural, anotações… Um detalhe que gostei muito é que a “caneta” fica embutida no próprio notebook. Veja na parte de baixo da foto o orifício onde se guarda o dispositivo apontador, ao lado do drive de DVD-RW.

O processador é pura força bruta! No teste de operações aritméticas de ponto flutuante marcou 41.9 GIPS e 34.2 GFLOPS, valores parecidos com o que obtive em um dos meus PCs (desktop) com o processador Q9400 (2.66 Ghz) : 44.3 GIPS e 35.9 GFLOPS. Vejam no gráfico abaixo, extraído do SisSANDRA a comparação com outros processadores (em vermelho o W700).

Ainda me permiti fazer alguns testes ligados a consumo e duração de bateria. Eu jamais esperaria que um PC desses fosse econômico e não exigisse tomadas elétricas por perto, com freqüência, afinal seu propósito é “pura força bruta”.Mas não se saiu mal, surpreendendo em algumas ocasiões. A duração da bateria não foi aferida em todas as situações pela falta de tempo. Assim confiei nos tempos estimados restantes apresentados pelo software da Lenovo de gerenciamento de energia.
CONSUMO
– em repouso (brilho total do LCD) : 59W
– em repouso (brilho mínimo LCD) : 47W
– plena carga (Sandra Aritmethics) : 101W
BATERIA
– em repouso (meio brilho) : 03h 01 min
– carga parcial (SUPERPI) : 01h 45 min
– plena carga (Sandra Aritmethics) : 01h 03 min
Por um lado o hardware privilegiado e rápido gasta mais, mas a bateria de 9 células segura bem a autonomia em níveis razoáveis. No mínimo uma hora e três minutos em atividade máxima e frenética e no máximo três horas sem fazer nada. É razoável supor que em uso misto a bateria dure perto de duas horas, mas para este tipo de equipamento ter uma tomada por perto é sempre muito melhor. O consumo que oscila entre 47W e 101W também é apropriado para o perfil de uso do computador.
Andar de Porsche ou Ferrari tem seu preço. Nem todos precisam e nem todos podem pagar pelo máximo da tecnologia e sofisticação. O W700 não é um equipamento barato, muito pelo contrário. Mas tem certamente o seu espaço entre profissionais que precisam intensamente de uma estação de trabalho móvel tão ou até mais poderosa que os mais sofisticados PCs desktop. Seu desempenho é semelhante a um PC com processador Quad Core Q9400 (2.66 Ghz) equipado com uma placa de vídeo de ponta como uma ATI/AMD 4870. Mas a comparação acaba aqui, pois seu disco rígido SSD é cerca de duas vezes mais rápido que um sofisticado disco de PC para desktop. Sem contar seus recursos únicos como teclado numérico, mesa digitalizadora, essencial para determinadas aplicações e softwares bem como o sistema de monitor duplo, que independe de um monitor externo conectado (se conectado um monitor externo o LCD de 10.6 é desligado automaticamente). É para mim também um “PC conceito”, pois o que hoje demanda esta sofisticação toda pode no futuro ser mais habitual e mais popular. É a prova viva de que é possível construir uma máquina dos sonhos portátil, na verdade mais transportável que portátil (pesa 3.8 Kg). Realmente me encantei com o W700. E para não dizer que não critiquei nada senti falta de uma porta eSATA para ligar mais um HD externo em alta velocidade. Afinal o disco de dados de 160 Gb poderá se esgotar tão rapidamente como a velocidade da própria máquina. Bem vida seria também uma unidade Blu-ray . Completaria o sonho, afinal a tela já é full HD! Talvez em uma futura versão…


PS : agradeço ao JaLaPa pela correção. Eu tinha indicado que o W700 tem uma porta HDMI quando na verdade é uma porta DISPLAY PORT (que pode atuar como HDMI com um pequeno cabo conversor comprado à parte). Obrigado pela sua sagacidade e pela correção!!
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PS2:
Envio algumas outras informações interessantes sobre a interface eSATA, que você cita bem no final da matéria.
Apesar da máquina não ter esta interface embutida, o usuário pode obtê-la através de uma Mini-Dock exclusiva para o W700:
A unidade ótica pode ser substituída também por uma unidade gravadora de Blu-ray, que é vendida como opcional:
Estas informações não estão no site da Lenovo ainda.
Agradeço à LENOVO pelas informações complementares