Melhorar o alinhamento da TI ao negócio e demonstrar o valor da Tecnologia da Informação são prioridades para os CIOs. No entanto, na maior parte dos casos, os executivos relegaram esses temas a segundo plano, já que tinham de trabalhar muito mais concentrados em justificar os custos de suas áreas. Parte do problema é a […]
Melhorar o alinhamento da TI ao negócio e demonstrar o valor
da Tecnologia da Informação são prioridades para os CIOs. No entanto, na maior
parte dos casos, os executivos relegaram esses temas a segundo plano, já que tinham
de trabalhar muito mais concentrados em justificar os custos de suas áreas.
Parte do problema é a dificuldade para conversar com os
gestores sobre os processos que envolvem a governança de TI, a qual parece uma
responsabilidade exclusiva da área de Tecnologia da Informação. Os executivos
de negócio, contudo, estão equivocados ao relegar essa responsabilidade à TI –
deixando que o CIO determine quais os projetos são prioridades e em que ordem.
Na prática, essa falta de alinhamento cria problemas comuns
a organizações, entre eles:
– As áreas de negócios
não se sentem confortáveis para tomar decisões de TI
Quando são obrigadas a fazer um desenho de investimentos –
atuais e futuros –, muitos executivos preferem delegar essa atribuição para a
equipe responsável pela Tecnologia da Informação
– CIOs tomam decisões
que não deveriam
Sem um contexto claro e uma decisão estratégica, os
executivos de TI – usualmente trabalhando no silo da tecnologia – tomam decisões
que não deveriam. Por exemplo, o CIO precisa definir quais investimentos vão ser
compartilhados por toda a empresa ou como a TI precisa ser e, ainda, quem deve
ser responsabilizado quando os serviços não forem entregues pela área de TI
– A TI não entrega o
esperado
A entrega dos serviços de TI acontece sem uma clara definição
do impacto que cada ação vai ter para os negócios. Com isso, fica difícil ter
uma fotografia clara do uso da tecnologia na empresa. E sem essa radiografia,
as áreas de negócio não se sentem confortáveis com a atuação da TI.
A governança de TI
começa e termina com os líderes de negócio
Enquanto a TI se espalha por mais áreas da organização – ao responder
por todas as transações do backoffice, pelas operações de e-commerce ou por
criar diferenciais competitivos – ela faz, mais do que nunca, parte do negócio.
Assim, é necessário juntar a governança de TI à governança corporativa. Como?
Ao colocar o assunto na agenda do board de diretores.
Esse alinhamento da governança de TI com a governança
corporativa permite que o CIO atinja algumas expectativas do board, ao entregar
as soluções necessárias – com o orçamento e a qualidade necessárias –; ao
permitir que a TI entregue valor real ao negócio; e ao garantir que a área de
Tecnologia da Informação melhore a eficiência e a produtividade de toda a
organização.
O primeiro passo para envolver o board é educando os
principais executivos sobre o papel crítico que a TI exerce sobre a estratégia
da companhia e seu desenvolvimento. O caminho para isso pode ser a formação de
um comitê estratégico de TI, que vai fazer apresentações constantes ao board
sobre a performance da área.
Outra questão é estabelecer um comitê de direcionamento dos
investimentos de TI. Enquanto o board vai definir vários objetivos estratégicos
para a companhia, esse grupo deve tomar decisões sobre o orçamento da
Tecnologia da Informação. Para tanto, além do CIO, o comitê precisa ser formado
por executivos que representem as principais unidades de negócio da organização.
Esse comitê, inicialmente, precisa definir quais os
investimentos necessários e as prioridades, baseadas na necessidade do negócio
e nos recursos disponíveis. O grupo precisa também monitorar todos os projetos
de TI, com o intuito de definir, inclusive, quando é o momento de abortar
algumas iniciativas.