Estudo realizado por órgão norte-americano incluiu 24 casos relatados pela imprensa entre 2000 e 2005
As brechas digitais se tornaram um fato triste na vida de qualquer organização que use, armazene ou faça negócios no mundo digital. Mas um relatório do Government Accountability Office (GAO, órgão do governo norte-americano correspondente ao Tribunal de Contas da União) indica que, enquanto a quantidade de informações perdidas ou roubadas é perturbadora, é muito difícil provar que essas brechas levam ao roubo de identidade.
O GAO examinou 24 das maiores brechas (em termos de número de registros comprometidos) relatados na imprensa de janeiro de 2000 a junho de 2005, bem como cinco brechas que envolvem agências federais, mas não conseguiu descobrir quais delas levaram efetivamente a um roubo de identidade. Mesmo que alguém seja vítima de roubo de identidade, é difícil saber como as informações daquelas pessoas cairam em mãos erradas.
Dos 24 casos estudados pelo órgão, três incluiam evidências de fraudes de contas existentes, enquanto uma continha evidências de criação de contas por pessoas sem autorização. A agência, no entanto, não conseguiu estabelecer evidências claras de ligações do roubo de identidade nos demais casos.
A correlação entre brechas de informação e roubo de identidade ainda não está claro, mas não há dúvidas de que as brechas são um problema crescente. Mais de 570 desses problemas foram relatados na mídia de janeiro de 2005 a dezembro de 2006.