Na madrugada da última quarta-feira (3/9), milhares de pessoas tentaram comprar pela internet seus ingressos para os shows que a cantora pop Madonna fará em São Paulo nos dias 18 e 20 de dezembro, depois de 15 anos de sua última apresentação no País. O esforço foi em vão, já que a infra-estrutura de TI […]
Na madrugada da última quarta-feira (3/9), milhares de pessoas tentaram comprar pela internet seus ingressos para os shows que a cantora pop Madonna fará em São Paulo nos dias 18 e 20 de dezembro, depois de 15 anos de sua última apresentação no País. O esforço foi em vão, já que a infra-estrutura de TI da T4F (empresa organizadora dos shows e responsável pela venda de ingressos) não suportou a demanda e praticamente impossibilitou a venda nas primeiras horas.
Os problemas no acesso aos sites de vendas de ingressos são já conhecidos daqueles que freqüentam espetáculos tão concorridos como este. Há cerca de um mês, os que tentaram adquirir entradas para a apresentação de João Gilberto, no Auditório do Ibirapuera (SP), realizada pela mesma T4F, enfrentaram situação muito semelhante. Há pouco mais de dois anos, os shows da banda irlandesa U2 levaram a um caos ainda maior.
Apesar de os problemas serem técnicos, certamente não foram causados por falta de tecnologia. Soluções para situações de picos de demanda como essas existem e, por isso, a equipe de CIO resolveu perguntar a alguns líderes de TI o que eles fariam para evitar o colapso. “O mais básico seria usar um gerenciador de carga”, avalia Roberto Rubim, da Aon Affinity. “Outra opção seria a contratação de serviços sob demanda, o que permitiria que a empresa atendesse à demanda sem ter de investir para atender ao pico e depois ficar com hardware parado.”
Para Guilherme Lessa, do Banco Matone, uma alternativa interessante seria a formação de um consórcio entre provedores de internet de diferentes localidades, dividindo a demanda entre os sites e usando a capacidade já existente. “Por meio do IP, os usuários poderiam ser direcionados automaticamente ao provedor mais próximo de sua localidade”, imagina o executivo. Sérgio Fumes, do Bradesco, concorda com a situação imaginada por Lessa, mas destaca ainda a questão da auteticação. “Em situações semelhantes ocorridas em outros países, as empresas responsáveis pela venda fizeram acordo com as administradoras de cartão para reduzir a necessidade de autenticação, dando mais agilidade ao processo”, comenta.
Outro caminho apontado pelos executivos seria a realização de um cadastro prévio dos interessados em comprar os ingressos – medida tomada, sem sucesso, pela T4F. “Com o pré-cadastro, é possível criar uma fila no sistema baseada em prioridades, de modo a evitar o colapso”, explica Rubim.
Procurada pela reportagem de CIO (antes e depois do início das vendas), a T4F não quis se pronunciar. Desde às 20h de sexta-feira (5/9), o site tem uma mensagem dizendo que está em manutenção e explicando que “a Tickets For Fun (empresa da T4F responsável pela venda de ingressos) está implementando uma série de medidas para melhorar o desempenho do site de vendas.”