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Maioria dos brasileiros já sofreu tentativa de golpe, diz pesquisa

Pesquisa do C6 Bank/Ipec Inteligência revela que engenharia social é o golpe mais usado para conseguir senhas

Publicado: 10/03/2026 às 20:13
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Construção civil — Foto: Reprodução

Mais da metade dos brasileiros (55%) das classes A, B e C com acesso à internet já sofreram alguma tentativa de golpe ou fraude, segundo pesquisa do C6 Bank e da Ipec Inteligência. O percentual sobe para 62% entre a população que mora nas capitais, mas mesmo em municípios com até 50 mil habitantes, 51% das pessoas relatam já ter passado pelo problema.

Os canais mais comuns para as tentativas de golpes são telefone (54%), WhatsApp (48%), SMS (39%) e e-mail (38%). As redes sociais foram citadas por 30% dos entrevistados como o canal escolhido pelo golpista para fazer contato. O estudo também mostra que 11% das pessoas foram abordadas no meio da rua e que 9% tiveram contato com o fraudador em algum estabelecimento comercial.

De acordo com o levantamento, 56% dos brasileiros já impediram algum parente de cair em um golpe. “Grande parte dos golpes explora a fragilidade das vítimas, que podem ser manipuladas pelos fraudadores. Essa técnica tem nome: engenharia social. Hoje, o caminho mais fácil para executar as fraudes não é invadir um aplicativo, mas, sim, tentar manipular e enganar o consumidor”, diz José Luiz Santana, responsável pela área de segurança da informação no C6 Bank.

Nesses casos, o fraudador convence a vítima a revelar uma senha. Bancos, por exemplo, nunca pedem para o cliente dizer a senha. Quando ela é solicitada, deve ser digitada em canais protegidos, como no teclado do celular, no caixa eletrônico, no aplicativo do banco ou no Internet Banking. Outro golpe comum usando engenharia social é quando o fraudador liga para a vítima pedindo para que ele conte qual é o código que ela recebeu por mensagem de texto no celular.

A pesquisa também mostrou que parte dos usuários não têm cuidados básicos com senhas e informações pessoais. Um em cada cinco brasileiros (22%) salva as senhas no bloco de notas do celular e 13% já usaram o primeiro novo como senha. Sequências numéricas (como 1234) já foram cadastradas por 10% das pessoas e 17% já escolheram a data de aniversário como senha. Do total de entrevistados, 23% dizem usar datas de aniversários de pessoas próximas como senha – informação que pode ser facilmente encontrada por fraudadores.

Por outro lado, nas compras online, os brasileiros afirmam prestar atenção nas questões ligadas à segurança. Ao escolher produtos, 74% dizem desconfiar quando acham um item por valores muito abaixo dos praticados no mercado. Apenas 4% dizem que nunca desconfiam de preços muito baixos e 19% afirmam que às vezes desconfiam. Apenas 29% dos entrevistados relatam sempre usar o cartão de crédito digital ao fazer compras.

Entre os entrevistados, 63% afirmam que sempre checam se o endereço do site em que estão comprando corresponde exatamente ao endereço eletrônico oficial da loja. Porém, um em cada cinco brasileiros (23%) só às vezes confere essa informação. Nas compras por WhatsApp, a checagem é feita por 49% das pessoas, enquanto 11% dizem nunca verificar se os dados da empresa estão corretos e 11% relatam que fazem a checagem algumas vezes.

A pesquisa ouviu 2000 brasileiros das classes ABC com acesso à internet entre os dias 20 e 26 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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