Isso que me aconteceu poderia ter acontecido com muitos de vocês, provavelmente muitos já passaram por isso. Mas como há milhares de leitores novos todo ano no ForumPCs vou descrever a minha experiência lutando contra o DRM. [singlepic id=8072 w=320 h=240 float=] -imagem obtida na Wikipedia DRM não é a sigla de algum elemento maligno, […]
Isso que me aconteceu poderia ter acontecido com muitos de vocês, provavelmente muitos já passaram por isso. Mas como há milhares de leitores novos todo ano no ForumPCs vou descrever a minha experiência lutando contra o DRM.
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-imagem obtida na Wikipedia
DRM não é a sigla de algum elemento maligno, uma entidade diabólica, nada disso. DRM significa Digital rights management -vide uma bela referência na Wikipedia aqui . Falando rapidamente é uma tecnologia embutida nos arquivos de mídia digital como MP3, WMA (música) ou MPEG, WMV, MOV (vídeo) que visa regulamentar o uso de arquivos de mídia. É de fato um justo e correto esquema para salvaguardar os direitos do proprietário intelectual da obra em questão (áudio ou vídeo). Há recursos muito interessantes como prazo de validade da mídia (só pode ser tocada até certa data), ou número de execuções (só toca duas vezes, por exemplo)-este dois exemplos são muito úteis para quem quer divulgar sua arte sem perder sua propriedade, sem ser pago por ela. Além disso, a tecnologia DRM regulamenta onde pode ser executada a mídia. Se você captura (ou “ripa” – como dizem por aí) um CD para o seu PC, este conteúdo pode ou não ser tocado fora dele, depende de como o autor definiu as propriedades da mesma.
Mas existe um lado “negro” no DRM. O excesso de controle sobre a mídia traz alguns sérios desconforto para o usuário. Vou citar alguns:
Usuário faz a captura de um CD para seu PC (o padrão do Windows Media Player é ter a captura com proteção usando DRM). Um belo dia resolve copiar para um MP3 Player. A música pode nem tocar.
Se a intenção era proteger o conteúdo de uso indevido, há um excesso aqui. Se eu comprei o CD e quero ouvi-lo no meu tocador portátil, qual o problema? Vou ter que comprar uma versão “digital” da música só para colocar no MP3 Player? Se fosse assim todas as pessoas que no passado gravavam suas velhas fitas cassete (ou seria K7?) com suas seleções de músicas eram criminosos que usurpavam os direitos dos legítimos autores?
Usuário faz a captura de um CD para seu PC e um belo dia resolve usar uma dessas músicas como trilha sonora de seu vídeo CASEIRO e doméstico (tipo as minhas férias de verão). Os programas de edição de vídeo RECUSAM a música por estar protegida.
Para mim há um excesso aqui. Há uma clara fronteira entre usar uma música em um vídeo COMERCIAL (seja um curta metragem, propaganda de TV, filme de cinema) e “minhas férias de verão de 2007” quer será assistido por não mais que 5 pessoas dentro de sua própria casa.
Existe uma variação deste problema que é tentar gravar um CD de áudio, como se fosse uma velha fita cassete (para ouvir no carro ou no CD Player de sua casa) e o software de gravar CDs de áudio se recusa a aceitar a música “protegida”.
Usuário faz a captura de um CD para seu PC e como seu CD player do carro é capaz de tocar arquivos MP3 e WMA, ele cria um CD de DADOS (não um CD de música) que ao levar para o carro as músicas protegidas por DRM “pulam”, não se deixam executar, indo para a próxima.
É um caso parecido com o primeiro pois não deixa tocar no MP3 Player nem no CD Player carro.
Eu passei por TODAS estas limitações. Esclareço que uma parte das minhas músicas foram “ripada” por mim mesmo, com os meus CDs (comprados legalmente em uma dezenas de lojas distintas-CDs não piratas) e outra parte com músicas obtidas na Internet via os finados NAPSTER, AUDIO GALAXY e o ainda ativo E-MULE. As músicas obtidas na Internet podem ou não ter proteção. Se quem “ripou” o CD não desativou esta opção a música vem com DRM embutido.
COMO SE LIVRAR DO DRM
Embora Microsoft e seus parceiros no assunto de mídia digital não gostem de ouvir isso, este é um mundo livre no qual ter ou não a proteção nos arquivos das minhas músicas ou vídeos deveria ser uma OPÇÃO do usuário.
ALTERNATIVA 1 : A primeira vez que tive este problema eu superei de uma forma bem chata, mas ainda válida. Uma versão mais antiga do NERO que tinha em uma de minhas máquinas ACEITOU gravar um CD de música com aquelas dez ou doze músicas com DRM. Em seguida eu “ripei” de novo o CD com a opção de não criar a proteção e criei WMAs sem DRM. Resolvi o problema do momento que era colocar estas músicas como trilha de um vídeo doméstico. Mas quando vi que tinha umas 800 músicas protegidas no meu acervo logo vi que não seria a melhor opção.
ALTERNATIVA 2 : Há programas na Internet, com custos acessíveis que se propõem a “quebrar” a proteção e remover o DRM do arquivo. Testei um dele, por sinal gratuito chamado FairUse4WM , cujo nome sugere USO JUSTO PARA MÍDIAS DO WINDOWS.É tão simples que nem instalação precisa. É baixar o programa, chamá-lo, fazer um “drag-and-drop” dos arquivos em sua janela e manda executar. Seria perfeito se não fosse o fato de ter que entrar pasta por pasta e fazer uma da cada vez. Além disso, ele cria arquivos com os mesmos nomes, mas com o prefixo [NoDRM] que obriga você a ir um por um renomeando os arquivos e depois apagar os originais protegidos. Para poucos arquivos é ótimo, rápido e de graça, tanto para música como para vídeos.
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ALTERNATIVA 3 : Captura digital ou analógica das mídias É menos recomendável para os “puristas” pois dizem que há perda de qualidade, mas eu não descartei essa opção não. Exige um programa que “toque” a música como se fosse o Media Player e recapture a mesma, sem proteção uma vez que só o “output” sonoro (ou visual no caso de vídeo) é obtido, sem a proteção. Eu testei e acabei comprando um software chamado TUNEBITE , cuja versão Classic (básica) custa US$ 24,90 e US$ 39,90 a versão Platinun-pode ser obtido no site do fabricante . Este software foi a melhor solução para O MEU CASO, pode ser que existam outros que se adaptem melhor em diferentes situações.
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Gostei do software porque é bem diferente. Para começar ele instala 9 drivers de captura digital que podem funcionar simultaneamente. Veja a tela acima. Há 8 sessões de captura rodando juntas, cada uma delas a 3.8x de velocidade, que na prática significa trabalhar a 35x de velocidade para estas conversões (com as 9 sessões ao mesmo tempo). Estes arquivos do CD eu converti em 04 minutos e 25 segundos retirando o DRM dos mesmos. Caso o PC por algum motivo não suporte os “virtual drivers” pode ser feita uma conversão analógica só que na velocidade 1x (cada minuto da música é o que demora para converter).Usando fones de ouvido de ótima qualidade, do tipo IN-EAR (aqueles que entram no canal auricular) eu não percebi diferenças na qualidade entre os arquivos capturados com DRM e os resultantes do uso do software. Como disse, para mim resolveu o problema. Legal ainda do TUNEBITE é que ele procura em toda sua árvore de pastas com músicas aquelas com proteção (vídeo também) e gera uma nova árvore com os arquivos desprotegidos para serem copiados por cima. Opcionalmente pode pesquisar na Internet as TAGS (informações) das músicas (autor, álbum e letra das músicas) e incluí-las nos arquivos. É também um CONVERSOR UNIVERSAL de formatos de áudio e vídeo. Gostei mesmo. Paguei os US$ 39,90 com muito gosto e possuo uma bela ferramenta agora.
DRM é um “mal necessário”, pois os artistas e gravadoras ou produtoras de vídeo e filmes precisam de alguma proteção. Mas quem usa os arquivos para finalidades recreativas, em seus próprios dispositivos, não é criminoso e deveria poder transitar os arquivos como quiser. Usando algumas das formas expostas, que de longe NÃO ESGOTAM o tema nem as alternativas, no meu caso consegui superar o problema. Vocês têm outras idéias, ferramentas ou sugestões??