Um novo estudo realizado pela Workiva mostrou que, apesar da forte adoção da inteligência artificial (IA) nos últimos anos, as empresas ainda apresentam lacunas alarmantes na governança da IA. Globalmente, mais de 60% dos entrevistados relataram ver estes problemas diariamente em suas companhias. No Brasil, a maturidade da IA também é vista como limitada. A […]
Um novo estudo realizado pela Workiva mostrou que, apesar da forte adoção da inteligência artificial (IA) nos últimos anos, as empresas ainda apresentam lacunas alarmantes na governança da IA. Globalmente, mais de 60% dos entrevistados relataram ver estes problemas diariamente em suas companhias. No Brasil, a maturidade da IA também é vista como limitada.
A maioria dos entrevistados relatou que sua organização carece de elementos essenciais para a adoção total da tecnologia. Entre os mais citados estavam dados de alta qualidade (61%), políticas de segurança (58%) e treinamentos específicos por função (58%). Neste caso, a pesquisa aponta que a rápida adoção da IA sem preparo pode transformar ganhos de eficiência em erros dispendiosos e danos à reputação.
As empresas mais preparadas para colherem bons resultados com a IA são aquelas que estão investindo na integridade dos dados e no desenvolvimento da força de trabalho. À medida que a IA transforma as indústrias, a abordagem estratégica sustentada por uma base sólida levará à insights mais inteligentes e valiosos.
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Ainda assim, a adoção tem sido abrangentes. Quase todos (98%) os profissionais entrevistados no Brasil afirmaram desenvolver relatórios corporativos utilizando a tecnologia diariamente. No país, a grande maioria também concorda que a IA está gerando ROI positivo (98%), economia de tempo (99%) e aumento de produtividade (97%) para suas empresas. Já mundialmente, 88% dos entrevistados relataram aumento no ROI do uso de IA no último ano.
Aqueles que possuem soluções de IA integrada foram mais propensos a relatar que estavam reinvestindo o tempo economizado em iniciativas de sustentabilidade (59% contra 42%), melhoria da gestão de riscos ou da prontidão para conformidade (31% contra 25%), aprimoramento da experiência do cliente (33% contra 28%) e aumento do desenvolvimento e treinamento de funcionários (39% contra 25%).
O estudo mostrou ainda que os funcionários possuem menos confiança na ferramenta do que os executivos, com 46% dos profissionais brasileiros afirmando estar muito confiantes na capacidade de sua empresa de usar IA para gerar impacto mensurável, contra os 79% de executivos que relatam o mesmo. O levantamento é resultado de uma pesquisa global independente com 2.300 profissionais de finanças, sustentabilidade, auditoria e riscos, responsáveis por relatórios corporativos.
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