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MCT investe R$ 39 milhões em redes ópticas metropolitanas para universidades

Projeto é desenvolvido e executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) com investimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia

Publicado: 05/04/2026 às 07:44
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MCT investe R$ 39 milhões em redes ópticas metropolitanas para universidades
Construção civil — Foto: Reprodução

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) anuncia o lançamento da MetroBel, uma rede metropolitana de comunicação por fibra óptica voltada à comunidade acadêmica de Belém, PA. Trata-se do projeto piloto da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep) da RNP, instituição privada sem fins lucrativos, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A MetroBel consumiu investimento de R$ 1,3 milhão por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), também pertencente ao MCT. A rede estende-se por 52 Km, e conecta 12 entidades de ensino e pesquisa de Belém, sendo oito órgãos federais, um estadual e três instituições privadas. Segundo Antonio Abelém, coordenador técnico da MetroBel, dez instituições já estão operando, e a inauguração oficial do projeto está prevista para a próxima semana. “Os benefícios desta rede está na comunicação com qualidade em alta velocidade de transmissão de dados, o que permite investimentos em aplicações avançadas, como computação em grade”, comenta Abelém.

Com o piloto finalizado em Belém, a RNP já prepara a expansão de projetos semelhantes, de rede metropolitana por fibra óptica, para outras capitais. “Já estamos em fase de instalação de equipamentos em Manaus (AM), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Vitória (ES), e trabalhando no cabeamento em Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO)”, detalha Michael Stanton, diretore de inovação da RNP e coordenador do projeto MetroBel. A Redecomep, como é denominada a iniciativa de cobertura nacional, está orçada em R$ 39,7 milhões, com recursos setoriais via Finep, sendo cerca de R$ 1,5 milhão por região metropolitana.

Stanton explica que o modelo de desenvolvimento das redes é por um consórcio entre as instituições participantes, que devem se envolver na concepção e gestão do projeto. “As redes ópticas estão abertas às instituições privadas, que neste caso arcam com os custos de manutenção”, comenta Antônio Abelém. Também estão previstos contratos e parcerias com empresas privadas detentoras de redes de cabeamento, como as companhias de distribuição de energia elétrica. É o caso de São Paulo, onde o projeto também será feito em modelo de arrendamento da infra-estrutura de fibra óptica, dado que a região possui uma ampla base instalada do tipo. No Rio de Janeiro, onde já existe uma infra-estrutura própria voltada à pesquisa, a RNP trabalha no estabelecimento de acordos com as respectivas instituições.

De acordo com Stanton, da RNP, a implantação das redes de fibra óptica oferecem às universidades e instituições de pesquisas, significativa redução de custos, já que cada unidade passa a deter um sistema de comunicação com alta capacidade e taxas de transmissão de dados que suportam aplicações avançadas (taxa mínima de um Giga por segundo). Como o investimento na infra-estrutura é custeado pela Finep, cabe à universidade os custos de manutenção da rede. “O retorno para este investimento é calculado em cerca de dois anos”, acrescenta ele.

O objetivo das redes metropolitanas de fibra óptica para as universidades, além de contemplar a integração e colaboração na área de educação e pesquisa, é suportar aplicações avançadas, como telemedicina, experimentos em física de alta tecnologia (acelerados de partícula), biodiversidade, biomedicina, meteorologia, computação em grade. José Luiz Ribeiro, coordenador nacional da Redecomep, explica que a escolha pela fibra óptica atende a tais necessidades, com projeção de escala para cerca de 15 a 20 anos de utilização da rede. “A tecnologia de fibra óptica está consolidada no mercado, com preços de equipamentos relativamente acessíveis, permitindo a evolução da rede sem prejuízo do investimento realizado”, explica.

Como o projeto está inserido em um plano de integração e comunicação nacional da rede de ensino e pesquisa, o que abrange instituições localizadas em áreas afastadas das regiões metropolitanas, também poderão ser utilizadas tecnologias de internet wireless, por rádio ou WiMAX, em caráter complementar. Um exemplo é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cujas isntalações estão primordialmente no interior.

Atualmente, cerca de 350 instituições de ensino superior e pesquisa brasileiros estão conectados pela rede Ipê da RNP, uma rede óptica nacional. Cerca de 250 entidades estão envolvidas no projeto Redecomep, que busca capilarizar a capacidade multigigabit da rede.

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