ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
Gestão

Melhores desenvolvedores trabalham focados no cliente. Mas como fazer isso?

Em um mundo de crescentes avanços tecnológicos, as empresas se veem pressionadas a inovar continuamente e a lançar novos produtos rapidamente. Para isso, é comum que as organizações adotem abordagens de dentro para fora, sem saber exatamente as necessidades do consumidor. Para ilustrar esse fato, a Harvard Business Review relembra a chegada do Windows 8. […]

Publicado: 13/05/2026 às 05:28
Leitura
5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Em um mundo de crescentes avanços tecnológicos, as empresas se veem pressionadas a inovar continuamente e a lançar novos produtos rapidamente. Para isso, é comum que as organizações adotem abordagens de dentro para fora, sem saber exatamente as necessidades do consumidor.

Para ilustrar esse fato, a Harvard Business Review relembra a chegada do Windows 8. Em 2012, enfrentando uma concorrência cada vez maior da Apple e da Google, a Microsoft revelou o que acreditava ser a próxima grande novidade: o Windows 8. A companhia investiu milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, criando inúmeros recursos inovadores, mas a plataforma lutou para ganhar força no mercado. Com centenas de críticas negativas que consideravam o Windows 8 “desnecessariamente confuso e difícil de usar”, as pessoas questionaram o sistema operacional.

Para os especialistas, o Windows 8 é um caso clássico de uma empresa que atua sob um paradigma de dentro para fora. Engenheiros inteligentes e qualificados acreditavam que sabiam o que os consumidores precisavam, então o produto foi desenvolvido em extremo sigilo.

No lançamento, a Microsoft gastou milhões em uma campanha publicitária global, divulgando o Windows 8 como uma “experiência sem compromisso”. A realidade, no entanto, era que a Microsoft não ouviu o que o seu público-alvo realmente queria. Os novos recursos desenvolvidos foram baseados nas próprias crenças dos engenheiros.

Steve Jobs, cofundador da Apple, já foi citado por ter dito que “as pessoas não sabem o que querem até que você mostre a elas”. Jobs acreditava que a pesquisa de mercado é um esforço inútil. A realidade, no entanto, é que pouquíssimas empresas podem surpreender o mercado com essa abordagem, mesmo que criem um produto melhor que a concorrência.

Todos os anos, milhares de startups e produtos de tecnologia fracassam. Com raras exceções, as empresas que não levarem em consideração a dinâmica do mercado e as necessidades dos seus clientes terão dificuldades. Hoje, as empresas de maior sucesso entendem que cada cliente é diferente. Por meio de pesquisas externas, dados e outras técnicas, essa organizações identificam os seus clientes mais importantes e, com base nessas informações, elaboram as suas estratégias.

É fundamental utilizar as falhas como aprendizado para, então, adotar novos caminhos para o sucesso. Mas como definir uma estratégia de fora para dentro? Os especialistas sugerem que as empresas sigam três etapas fundamentais:

1. Aumentar a participação do marketing na criação de produtos e inovação

A inovação precisa estar fundamentada nas ideias dos clientes e do mercado. É preciso ter uma visão clara do que o público-alvo precisa antes de criar produtos. Os profissionais de marketing são treinados para transformar ideias de mercado, consumidores e concorrentes em estratégias capazes de impulsionar os negócios. Essa habilidade complementa a visão dos engenheiros, auxiliando na compreensão do cenário antes do desenvolvimento de novos produtos.

2. Liderar com uma perspectiva “de fora para dentro”

A mudança requer comprometimento em toda a organização, bem como investimento em estratégias externas – lideradas pelo cliente. Como é o dia a dia do seu público-alvo? Quais são as suas necessidades atuais e futuras? Quais são os pontos negativos e como você pode ajudar a tornar a vida deles melhor ou mais fácil? Os profissionais de marketing podem fornecer orientações claras que aumentam a probabilidade de um novo produto ser bem-sucedido.

3. Concentrar-se no público-alvo, não em todos

É fundamental evitar a tentação de lançar uma ampla rede de comercialização de produtos e serviços para todos os segmentos de clientes. Essa abordagem não apenas não funciona, mas também cria rotatividade. O crescimento mais impactante ocorre quando as empresas se concentram em atender aos clientes mais valiosos.

A definição clara de quem são os clientes mais importantes também obriga as empresas a fazer escolhas, desde a estratégia de marca até o desenvolvimento de produtos, marketing, preços e suporte ao cliente. Empresas de bens de consumo e varejo entendem o importante papel que as ideias e o marketing desempenham na definição da estratégia de marca e produto.

Os profissionais de marketing geralmente desempenham o papel de P&L nessas empresas e lideram a estratégia geral de negócios para impulsionar o crescimento, aumentando o valor da marca para os consumidores. Entre as empresas de tecnologia, mesmo aquelas que afirmam ser “centradas no cliente”, o oposto costuma ser a realidade – com produtos desenvolvidos com base em premissas internas. Para ter sucesso a longo prazo, os líderes do setor de tecnologia precisam se proteger contra a tendência de colocar os seus produtos em um pedestal. Isso começa com a capacitação dos CMOs e do marketing para conduzir estratégias externas ao longo do ciclo de vida do cliente e do produto – mantendo os clientes-alvo no centro da inovação.

Fonte: Harvard Business Review

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas