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Memórias no Limite

Complementando o artigo Memórias no limite: DFI NF4 Ultra D + “Venice” gostaria de apresentar pra vocês alguns aspectos importantes no mercado de memórias que está me deixando com a pulga atrás da orelha… As vendas das DDR2 estão em ritmo acelerado, há em alguns casos até falta de produtos nas revendas. A razão para […]

Publicado: 14/05/2026 às 02:01
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Memórias no Limite
Construção civil — Foto: Reprodução

Complementando o artigo Memórias no limite: DFI NF4 Ultra D + “Venice” gostaria de apresentar pra vocês alguns aspectos importantes no mercado de memórias que está me deixando com a pulga atrás da orelha…

As vendas das DDR2 estão em ritmo acelerado, há em alguns casos até falta de produtos nas revendas. A razão para isso é relativamente simples: A Intel adotou esse padrão no ano passado e agora, vencidas as resistências iniciais quanto ao preço alto e o desempenho mais baixo, a adoção no primeiro mundo vai de vento em popa.

No mercado de DDR comuns, ou DDR do tipo 1, a coisa me parece estar fugindo do bom senso. As vendas estão desabando em uma velocidade maior do que a prevista já que só a AMD ainda adota esse padrão, o que representa menos de 20% do mercado mundial. Alguns produtos da Intel ainda usam DDR comum como opcional, mas mesmos esses estão com a venda em declínio face aos baixos preços do DDR2.

Resultado: está sobrando chip DDR comum no mercado, o que joga os preços desses em níveis baixíssimos causando prejuízos aos fabricantes de chips. Estes, por sua vez, fizeram os investimentos necessários e planejam abarrotar o mercado de chips DDR2 no segundo semestre desse ano (daqui a dois ou três meses), para recuperar a participação que perderam pelo fato de não estarem hoje produzindo DDR2 em quantidades adequadas. Com esse quadro, nada indica que o preço das memórias, leia-se $dólares por megabyte, deva subir, e todos os fabricantes devem fechar o ano com resultados abaixo das expectativas.

Em um ambiente tenso como esse, surgem produtos como os chips UTT (UnTesTed) que comentei no artigo, e o relançamento de chips e módulos sem conformidade com o JEDEC como é o caso do Winbond BH5 com PCB BrainPower. Para quem não conhece, essa combinação é a mais desejada pelos overclockers de plantão pois atingem freqüências próximas ou superiores a DDR500 com baixíssimas latências. O custo disso é o requerimento de voltagem acima de 3.2v, ou seja, entre 23% a 34% a mais do que o especificado pelo JEDEC.

Módulos como o OCZ VX Gold, Mushkin Redline, e outros tantos que usam essa combinação são vendidos a preços altos por causa do mercado a que se destinam, embora o custo desses chips e desse PCB sejam os mais baixos do mercado, e com garantia “lifetime” mesmo com as voltagens tão altas. Questiona-se muito a validade dessa garantia, já que esses módulos são “oportunistas” e não devem permanecer no mercado muito tempo. A garantia será honrada, sem dúvida, mas o usuário deverá receber um módulo equivalente que estiver em produção na época em que a garantia for exercida.

O mesmo vale para módulos fora da especificação do JEDEC, como os DDR500, DDR550 e mais recentemente DDR600 e alguns superiores. Muitos usuários, e eu conheço vários casos aqui no Fórum PCs, que compram esses módulos acreditando que eles vão funcionar dessa forma em suas placas mãe. Mal sabem eles que esses módulos só operam nessas condições se vários requerimentos forem cumpridos.

Alguns comentários públicos de representantes da Mushkin, que surpreendem pela sinceridade:

“Alta voltagem pode ser amigável ou não, chips como os Winbond UTT realmente brilham entre 3.2v e 3.5v, no entanto os consumidores tem que ter em mente que esse aumento de voltagem também aumenta a dissipação de calor e podem destruir esses módulos, além de aumentar o potencial de danos à placa mãe. Na teoria obtém-se uma ótima performance, mas na prática não funciona muito bem.”

“Na questão dos DDR600, não é necessário o uso de tanta voltagem com os chips Samsung TCCD ou Hynix, no entanto, na maioria dos casos é necessário usar o command rate em 2T, o que reduz significativamente a performance, além disso a maioria dos usuários é incapaz de utilizar tais módulos por limitação da CPU ou do chipset da placa mãe.”

Com isso explica-se a relutância de alguns fabricantes em disponibilizarem esses módulos no mercado, já que nas condições ideais são incomuns. Muitos analistas observam com cuidado os relatos de queimas de memórias e placas mãe após poucos meses de uso nessas condições fora do padrão. Estima-se que os módulos BH5 e UTT submetidos a altas voltagens diariamente, tenham uma expectativa de vida inferior a dois anos, podendo apresentar perda de performance já no primeiro ano.

Também já surgem relatos que placas mãe operando com FSB (no caso do Pentium 4) ou HTT (no caso do Athlon64) acima de 300 MHz em uso diário estão apresentando problemas antes do primeiro ano de uso, acelerando sua degradação.

Esse assunto é delicado para os fabricantes de memória porque os consumidores, desavisados, estão pedindo por esses produtos uma vez que não há na plataforma Athlon64 alternativa para DDR2. Os fabricantes de módulos que não oferecem tais produtos, perdem competitividade e renda, assim cada um lança um módulo “melhor” do que o outro, embora na essência sejam todos iguais. É a fantasia de um overclock bem sucedido sendo comprada em um balcão de loja.

Me parece que a tentativa de manter a competitividade das memórias DDR comuns frente as novas e rápidas DDR2 está criando “monstros” que vão estourar na mão do lado mais fraco, o usuário “cobaia”. Lembrem-se, overclock é um risco, e nenhum fabricante vai garantir seu sucesso por prazo indeterminado, todos apostam que o perfil de uso do “overclocker” fará com que ele troque de equipamento antes dos problemas começarem.

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