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LGPD

Menos de 40% das empresas demonstram estar em conformidade com a LGPD, aponta diagnóstico

A proximidade da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrar em vigor tende a aumentar a preocupação das empresas à adequação das diretrizes exigidas pela nova lei. Porém, a seis meses de isso acontecer, somente 38% das empresas demonstraram estar de acordo com as exigências feitas pela nova lei de privacidade nos domínios Processos, […]

Publicado: 09/05/2026 às 14:47
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

A proximidade da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrar em vigor tende a aumentar a preocupação das empresas à adequação das diretrizes exigidas pela nova lei. Porém, a seis meses de isso acontecer, somente 38% das empresas demonstraram estar de acordo com as exigências feitas pela nova lei de privacidade nos domínios Processos, Pessoas e Tecnologia. A informação faz parte do relatório “Diagnóstico LGPD”, realizado a partir de uma ferramenta de análise online e gratuita que permite a empresas e organizações verificarem seu nível de adequação à nova lei de proteção de dados.

O relatório desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a EY, empresa global de consultoria e auditoria corporativa, já captou informações de 400 organizações dos setores de agronegócio, tecnologia, finanças, indústria e outros.

O Diagnóstico LGPD lançado nesta segunda-feira (9), estava em fase experimental desde outubro do ano passado e tem como objetivo educar e auxiliar empresas de todos os portes, sobretudo aquelas que não contam com muitos recursos para amplos projetos.

“A ação da EY e da ABES é uma iniciativa educacional de apoio à jornada de conformidade e respeito aos dados pessoais dos cidadãos brasileiros. Acreditamos primeiro no poder da educação, na transformação e no aculturamento das pessoas e das empresas no trato à privacidade, antes mesmo da autoridade nacional se estabelecer e assumir o seu protagonismo”, afirma Marcos Sêmola, sócio de cibersegurança da EY.

De acordo com Sêmola, as empresas que responderam ao formulário já estão à frente da maioria do mercado, e agora buscam sensibilizar os líderes empresariais com o plano de ação gerado pelo sistema. A intenção, segundo Sêmola e o presidente da ABES, Rodolfo Fücher, é de ampliar a participação e, portanto, a representatividade empresarial brasileira no sistema para transformá-lo no Índice Nacional de Conformidade e Respeito à Proteção de Dados, o qual será disponibilizado através e um portal, em tempo real.

“A ferramenta de diagnóstico LGPD também é muito útil para as startups, que podem ter encontrado maiores dificuldades para estruturar setores voltados à implementação das novas regulamentações, avaliarem o nível de conformidade de seus projetos diante da nova lei, aumentando assim o nível de segurança dos dados e aumentando sua atratividade para possíveis investidores ou captação de recursos”, completa Fücher.

Índice de conformidade por setor

Segundo o formulário, o agronegócio atinge o menor índice de conformidade com às novas exigências da lei, com somente 13% no índice. Apesar disso, no quesito de tratamento dos dados considerados sensíveis, o agronegócio foi o único a atingir a taxa de 100%. O setor de bens e consumo, por sua vez, foi o que apresentou o maior índice de conformidade ao alcançar 52%. A área de tecnologia vem logo em seguida, com 39%. Já o varejo teve destaque no índice de tratamento dos dados, ao alcançar 82% – maior do que a média nacional de 75,8%.

Ferramenta online

O sistema de autodiagnóstico gratuito é também anônimo, ou seja, não é preciso enviar qualquer informação pessoal ou de identificação da empresa, como nome, CPF/CNPJ, e-mail ou endereço. O serviço é oferecido para a comunidade empresarial, sendo necessário apenas dados de qualificação como tamanho da empresa, setor de atuação e estado em que opera.

Os dados são coletados pela ferramenta online a partir de um questionário com 61 perguntas, dividido em 10 sessões, que abrangem tratamento de dados pessoais, direitos dos titulares, transferência internacional dos dados, deveres do controlador e do operador, aspectos jurídico e incidentes, entre outros, as empresas têm acesso ao seu índice de conformidade e a um guia customizado com recomendações do que deve ser feito para que o índice aumente e, consequentemente, haja uma redução de risco e exposição.

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