Menos de 15% das vagas abertas para profissionais de tecnologia são destinadas a juniores, o que indica uma barreira estrutural para um mercado carente de mão de obra especializada. É o que indica a pesquisa de empregabilidade da Escola da Nuvem divulgada essa semana, segundo a qual o mercado de TI brasileiro enfrenta um paradoxo: […]
Menos de 15% das vagas abertas para profissionais de tecnologia são destinadas a juniores, o que indica uma barreira estrutural para um mercado carente de mão de obra especializada. É o que indica a pesquisa de empregabilidade da Escola da Nuvem divulgada essa semana, segundo a qual o mercado de TI brasileiro enfrenta um paradoxo: demanda elevada, mas com poucas chances para trabalhadores ainda sem experiência.
“É fundamental entendermos que o crescimento do mercado de tecnologia não garante, por si só, oportunidades igualitárias. A barreira de entrada elevada significa que muitos jovens talentosos, especialmente aqueles de contextos vulneráveis, acabam ficando de fora de um setor que deveria ser motor de inclusão e mobilidade social”, diz em comunicado Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem.
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Segundo os autores do estudo, é preciso conscientizar as empresas sobre a importância de contratar e formar talentos, garantindo evolução para cargos plenos e sêniores.
Os cargos com maior volume de oportunidades para jovens profissionais são, na ordem, desenvolvimento de software (23%), suporte técnico (15%), engenharia de nuvem (11%), DevOps (10%) e análise de infraestrutura (10%). Além de competências técnicas, habilidades como comunicação, curiosidade e engajamento aparecem como prioritárias.
Quanto à formação, 30% das empresas não exigem escolaridade específica, 20% pedem graduação, 10% ensino fundamental completo e 40% aceitam candidatos ainda estudando. Certificações não são obrigatórias em 90% das vagas de entrada, mas representam diferencial; o inglês é exigido em 10%, embora 70% das empresas considerem relevante.
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