Expansão motivou alteração para software único para ambientes Windows e Linux, reduzindo tempo na gravação de dados
Se o volume dos dados corporativos está previsto para crescer a taxas exponenciais devido à expansão natural, o montante multiplica-se ainda mais quando uma empresa passa por um ciclo de expansão de seus negócios. No entanto, antes do gerenciamento da informação, o impacto mais direto ocorre nos sistemas de armazenamento e backup. Foi com este desafio que a Universidade Metodista, de São Paulo, deparou-se no fim de 2007. Para se ter uma idéia, só na divisão de ensino a distância, o número de alunos pulou de 800, em 2006, para os atuais 7,5 mil.
Todas as informações de e-mail, perfil, cadastro e dados referentes à vida acadêmica de cada estudante precisavam estar devidamente preservadas pelos sistemas de informação. Assim, a primeira necessidade foi a aquisição de mais capacidade de armazenamento de dados, uma máquina de 16 TB, da EMC, que complementou a já existente: uma de cinco TB da Hitachi Data Systems.
Para fazer o backup semanal de todos os dados tramitados, o departamento de TI da Universidade empreendia um processo com início na noite de cada sexta-feira que só ia terminar na manhã da segunda-feira seguinte – isto considerando que tudo corresse bem. “A cópia era feita de forma seqüencial, em fita, gravando um servidor por vez. Além disso, como usamos ambiente misto de Windows e Linux, havia uma ferramenta de backup e uma equipe para cada ambiente, com janelas de tempo diferentes”, conta Wilson Baraban Filho, gerente de telecomunicações e redes da instituição.
Uma das dificuldades relatadas por ele era o caso de funcionários que pediam a recuperação de um e-mail perdido, logo na segunda-feira de manhã. “Era preciso esperar até o fim do processo de backup”, conta.
Menos tempo
Para melhorar a gravação, a Universidade Metodista optou por software da CommVault, por meio de um projeto desenvolvido em conjunto com a integradora Symmetry. A solução foi desenhada de modo que o ciclo de backup é feito em disco para posterior gravação automática em fita. “No disco, podemos fazer até seis servidores de uma vez”, destaca o executivo.
A ferramenta, compatível tanto com Windows como Linux, eliminou a necessidade de operações separadas para cada sistema operacional. A Universidade investiu R$ 200 mil em licenciamento e implementação, além de R$ 70 mil na ampliação de clientes do backup.
O resultado mais visível do novo sistema foi a redução de 30 horas, em média, do tempo necessário para copiar todos os cerca de 150 servidores da instituição, segundo Baraban Filho. Além disso, o novo método aboliu as interrupções no processo que ocorriam quando o robô de fitas emperrava. “Se acontece, o disco supre a necessidade, e a passagem para fita fica para depois”, explica.
Com a substituição de dois softwares de backup (um para Linux e outro para Windows) usados anteriormente, Baraban Filho aponta ganhos também em conhecimento da ferramenta. “Ainda tenho um analista de Linux e um de Windows, mas um pode suprir o outro em uma eventualidade, pois ambos possuem o domínio do software.”
Além destes recursos, a ferramenta proporcionou agilidade na recuperação de dados. “Se um usuário perdesse um e-mail, era preciso restaurar toda a caixa-postal daquele período; o novo recurso permite ir direto à mensagem solicitada”, descreve Baraban Filho. E a Universidade ganhou também contenção no volume de dados, com uma função que armazena uma única cópia de arquivos anexados a e-mails presentes em várias caixas postais. “Com isso, estamos em um patamar de três terabytes de backup, mas se fôssemos descomprimir tudo, chegaríamos a cinco”, calcula o executivo.