ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Sem Mexer sem núcleo: Votorantim Industrial Estratégias in Ganha de sourcing

Vencedores da categoria mostram que boas estratégias de terceirização são as que mantêm inteligência dentro da companhia

Publicado: 11/05/2026 às 11:52
Leitura
5 minutos
Sem Mexer sem núcleo: Votorantim Industrial Estratégias in Ganha de sourcing
Construção civil — Foto: Reprodução

Houve um tempo em que a palavra terceirização causava medo, insatisfação e

gerava certa ojeriza dentro das companhias, especialmente nos departamentos de

tecnologia da informação. Mas este cenário vem mudando, sobretudo com a evolução

do papel da TI para profissionais dotados de habilidades gerenciais e atuando

muito mais como consultores. Responsáveis por capturar os benefícios desta

evolução, os executivos que se destacam por suas estratégias de outsourcing

mostram objetivos claros e, acima de tudo, que mantêm a inteligência do negócio

dentro da  corporação. E é exatamente este desempenho verificado nos vencedores

da categoria estratégia de sourcing, do Prêmio Executivos de TI do Ano.

Na

Votorantim Industrial, o diretor-corporativo de tecnologia da informação, Fábio

Faria, se que sagrou campeão da categoria, tinha como desafio unir todas as

unidades do grupo (Cimentos, Metais, Siderurgia, Papel e Celulose, Agronegócio,

Química, Energia e a própria holding) sob um mesmo padrão e estratégia.

“Elaboramos um plano de ERP único para a área industrial e o padrão de recurso e

serviço de TI para Brasil e exterior. Com isto, fizemos vários acordos para

terceirização de atividades e serviços”, lembra.

Tivit, Dell, HP e Alcatel

são alguns nomes que prestam serviços para o grupo Votorantim, num processo que

acontece desde 2004, quando o primeiro contrato foi assinado. Apesar de

terceirizar impressão, data center, telefonia, desenvolvimento, suporte, entre

outros, Faria faz um alerta: “mantivemos a inteligência da TI. Temos uma equipe

bastante enxuta, que cuida de ERP e outra de infraestrutura; eles são

consultores com alto grau de conhecimento para trabalhar projetos, inovar

processos. Eles gerenciam também os contratos de outsourcing.”

Para cultivar

o bom relacionamento que mantém com os prestadores de serviço, Faria conta que

promove, mensalmente, o fórum técnico, um encontro que reúne representantes de

todas as companhias que trabalham para a TI da Votorantim como forma de

aprimorar o que é fornecido. “Discutimos o que funcionou, oportunidades de

melhoria, processos podem ser rediscutidos e isto garante o SLA. É um papo

aberto e não reduz a importância dos prestadores.”

O acordo de nível de

serviço (SLA) também é complexo. Não existe um nível de serviço acordado geral.

Trabalha-se com uma meta para cada tipo de situação. Tudo isso é controlado por

meio de um portal chamado SLM que todas as unidades têm acesso e traz

informações em tempo real sobre a disponibilidade dos serviços. Os dados são

consistentes, garante o executivo, já que, em caso de problema, e, a depender da

gravidade, punições podem ser distribuídas. Daí a necessidade de algo com

bastante precisão.

 

Ganho de qualidade

Na Spaipa, Indústria Brasileira

de Bebidas, que produz para a marca Coca-Cola, Cláudio Antônio Fontes, CIO da

companhia, diz que o grande desafio é encontrar um prestador voltado à qualidade

do processo, que possa ser referência e tenha um preço adequado pela entrega que

faz. Ao que tudo indica, ele tem conseguido balancear estes objetivos.

A

terceirização está na pauta da companhia desde 2001, quando se iniciou com

outsourcing de processo baseado em duas vertentes: qualidade na prestação de

serviço e redução de custo. Esta primeira experiência não foi muito

bem-sucedida, “mas o site de contingência está fora desde 2001, estamos no

terceiro player e sempre buscando melhores condições de infraestrutura e

política de custo”, aponta Fontes.

Outro serviço terceirizado e de extrema

importância para a empresa é o de impressão, uma vez que a Spaipa emite em torno

de 20 mil notas fiscais por dia. O serviço fica a cargo da Premier IT. A Spaipa

faz ainda a locação de laptops. Para tudo há um acordo de nível de serviço

acordado, mas Fontes não gosta de ficar muito restrito a esta medição. “O SLA

existe, mas não pode conduzir a relação sentado no contrato. Tem que fazer

acontecer. Nem tudo do SLA é cumprido, tem de ter flexibilidade nas duas partes.

Às vezes, precisa de manutenção e reduz redundância, mas isto é combinado e

planejado”, avisa.

Há diversas formas de controles. No caso das impressoras,

explica o executivo, elas são interligadas e há como saber se houve

descontinuação do serviço. “Do ponto de vista tático e estratégico, temos

avaliação mensal.” Quando se olha para os laptops locados, um dos pontos

observados, por exemplo, é quando há problema no equipamento: avalia-se tempo de

conserto e reposição, entre outros.

Nas diversas experiências de Fontes, uma

terminou em internalização do serviço, a do service desk. Mas há um bom motivo:

“a rotatividade era muito alta, o que compromete a qualidade do chamado. Quando

internalizamos, conseguimos mostrar um plano de carreira”, avisa, frisando que

iniciantes em TI, para integrar a equipe, precisam passar pelo suporte.

“Outsourcing é um processo onde tem oportunidade de ganho de qualidade e preço

justo pelo serviço ofertado. Não é palavra proibida, mas precisa ser

racionalizado e em processos que realmente tragam benefícios”, aconselha o CIO

da Spaipa.

Leia mais:

Confira

o Especial Executivos de TI do Ano 2010

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas