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Microsoft cria equipe de “superinteligência humanista” para desenvolver IA avançada voltada ao bem coletivo

A Microsoft anunciou a criação da MAI Superintelligence Team, nova unidade dedicada a desenvolver o que chama de “superinteligência humanista”, uma forma de inteligência artificial altamente avançada desenhada para servir à humanidade. A iniciativa é liderada por Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI e cofundador da DeepMind, que definiu o conceito como a busca por […]

Publicado: 13/03/2026 às 01:00
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A cena mostra um smartphone sendo segurado por uma mão, exibindo a tela com o logotipo da Microsoft e seu ícone colorido característico. Ao lado, sobre uma superfície com padrão de circuito eletrônico, há uma peça tridimensional com as letras “AI” em destaque, indicando inteligência artificial. O fundo é escuro, com iluminação suave que realça os elementos tecnológicos, transmitindo uma atmosfera moderna e voltada para inovação digital. (superinteligência)
Construção civil — Foto: Reprodução

A Microsoft anunciou a criação da MAI Superintelligence Team, nova unidade dedicada a desenvolver o que chama de “superinteligência humanista”, uma forma de inteligência artificial altamente avançada desenhada para servir à humanidade. A iniciativa é liderada por Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI e cofundador da DeepMind, que definiu o conceito como a busca por sistemas “profundamente poderosos, mas sempre em prol das pessoas e da sociedade”.

Segundo a Fortune, a criação da equipe simboliza uma virada estratégica: após anos de dependência da OpenAI, parceira no desenvolvimento do Copilot e do ChatGPT, a Microsoft agora está livre para conduzir suas próprias pesquisas em inteligência artificial geral (AGI). Até então, o contrato firmado entre as duas empresas impunha restrições, inclusive limitando o tamanho dos modelos que a Microsoft poderia treinar, com base em FLOPS, a medida de poder computacional usada em IA. “Para uma empresa da nossa escala, era uma grande limitação”, disse Suleyman à Fortune.

O anúncio insere a Microsoft no grupo de empresas que passaram a usar o termo “superinteligência” para descrever esforços de IA de próxima geração. A Meta, por exemplo, rebatizou seus laboratórios como Meta Superintelligence Labs em junho de 2025, enquanto o ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, fundou a Safe Superintelligence para garantir o controle sobre essas tecnologias futuras.

A OpenAI, liderada por Sam Altman, afirma já dominar o caminho para construir uma AGI, uma IA capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana, e agora mira além, na chamada superinteligência. Já a Anthropic mantém uma equipe dedicada a estudar como conter possíveis comportamentos autônomos de sistemas superpoderosos.

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Diferentemente das abordagens mais técnicas dos concorrentes, a Microsoft pretende alinhar sua nova empreitada a valores humanos e sociais. “Rejeitamos a narrativa de uma corrida para a AGI”, escreveu Suleyman em um post. “Vemos isso como um esforço profundamente humano para melhorar nossas vidas e nosso futuro.” Ele destacou ainda que a missão da companhia não se limita a ganhos de curto prazo, mas a gerar benefícios tangíveis e seguros para bilhões de pessoas.

O conceito de humanist superintelligence reflete também o desejo da Microsoft de equilibrar inovação acelerada e responsabilidade. Suleyman reconhece que ainda levará alguns anos até que a empresa alcance autossuficiência plena em pesquisa de IA, mas diz que a cultura interna já foi direcionada para desenvolver tecnologias de fronteira “de forma ética e segura”.

Estrutura e liderança técnica

O cientista-chefe da nova divisão será Karén Simonyan, que chegou à Microsoft junto com Suleyman em 2024, após a aquisição de parte da equipe da startup Inflection AI. O grupo inclui ainda pesquisadores vindos de gigantes como Google DeepMind, Meta, Anthropic e OpenAI.

Para dar independência técnica à equipe, a Microsoft investiu pesadamente em chips de IA e infraestrutura própria de computação. Suleyman, no entanto, preferiu não revelar o volume de GPUs adquiridas. “Mais do que hardware, trata-se de construir uma cultura voltada à pesquisa de ponta”, afirmou.

Cooperação e aceleração responsável

Embora a Microsoft mantenha planos de estender sua parceria com a OpenAI até 2030, a nova fase permite um equilíbrio inédito: liberdade para desenvolver sua própria superinteligência enquanto continua a colaborar com a criadora do ChatGPT. “Temos o melhor dos dois mundos: autonomia e parceria”, resumiu Suleyman.

Ao ser questionado sobre as diferenças de visão em relação a representantes do governo Trump, como o “czar” de IA e criptoativos David Sacks, defensor de um avanço sem restrições e com menos regulação, Suleyman disse concordar parcialmente. “Devemos acelerar. É essencial para os Estados Unidos e para o Ocidente”, afirmou. “Mas precisamos fazer isso dentro dos limites que garantam que a tecnologia não nos cause danos.”

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