Teoria de big-bang de grandes lançamentos de software não funciona bem na era da internet
Cerca de um mês atrás, atualizei o Google Chrome da versão 8 para a 9. Não notei muita mudança. O navegador avisou da atualização, instalei e ele continuou funcionando. Isso é o que acontece com a maioria das versões do browser. O Google apenas melhorou o navegador com essas atualizações, mas não muda as coisas de forma dissonante e perturbadora. Já é hora de a Microsoft seguir esse modelo.
O fato do Google Chrome já ter a versão 9 diz algo sobre o seu ritmo de desenvolvimento. Certamente o número de versões pode ser falsificado, mas eles fornecem uma ideia da frequência das atualizações. O Internet Explorer foi lançado em 1995, e está para estrear sua versão 9. O primeiro beta do Chrome foi lançado em setembro de 2008, e está agora em sua versão 9.
E o Mozilla Firefox? É o segundo navegador mais popular, mesmo assim, o segundo navegador ainda não chegou a sua versão 4. O Firefox algumas vezes adiciona mudanças em atualizações pontuais que os navegadores como o IE deixam para fazer em uma mudança maior de versão, mas mesmo o ritmo de mudanças do Firefox não chega perto da rapidez do Chrome. Há indicação de uma aceleração no ritmo para o navegador já que sua versão 4 está a caminho.
Jay Sullivan, vice-presidente de desenvolvimento de produto do Mozilla, indicou que a empresa decidiu que o Chrome é um bom modelo para se seguir. “O que queremos é entregar as mudanças nas mãos dos usuários mais rapidamente. Por exemplo: o vídeo tag foi terminado em Junho – deveríamos tê-lo lançado”, ele disse. “Enquanto isso, estamos esperando pelo pacote completo. Por que não lançarmos o vídeo tag quando ele estiver pronto”?
O que, em suma, é o problema em esperar por grandes lançamentos. A funcionalidade que vai para esses lançamentos é armazenada por meses ou anos, indisponível para todos, a não ser testadores beta, até que o grande lançamento aconteça. O Firefox tem essa experiência, e a Microsoft também. O ex-funcionário da Microsoft, Mark Lucovsky, escreveu uma postagem no blog em 2005 que contempla os problemas de uma agenda voltada para uma teoria do big-bang de grandes lançamentos de softwares:
“Quando um engenheiro da Microsoft corrige um erro menor, faz algo mais rápido ou melhor, cria um API mas funcional e completo, como eles “lançam” esse software para mim? Eu sei a resposta, e você também sabe… O software fica parado em um sistema de controle de código fonte por no mínimo dois anos (significativamente longo para um código Longhorn). Ao mesmo tempo, o produto que ele conserta faz parta do “lançamento” o que significa que os CD’s serão feitos e entregues a clientes e usuários OEM. Na melhor da hipóteses, o software chegará aos usuários finais alguns meses após a data do Release To Manufacturing (RTM).”
A política geral da Microsoft é de que nada é atualizado em uma correção, a não ser que seja uma questão de segurança ou estabilidade. Sendo curto e grosso, “Leia Meus Lábios: nenhum novo recurso”. Entretanto, essa pode ser uma regra bem restritiva. Muitas vezes significa que sérias deficiências não vão ser corrigidas por anos até o próximo lançamento. Na verdade, o Internet Explorer 9 é a primeira versão do IE que não foi lançada junto com a nova versão do Windows. Só isso já é um bom sinal da viabilidade do IE, mas não é o bastante.
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