Redmond deveria estar inovando em áreas como busca semântica em vez de ficar focado em ações legais contra sua rival
A Microsoft, nesta semana, entrou com uma ação antitruste contra o Google por e seu chamado monopólio de buscas – tempo, dinheiro e energia que deveriam ser gastos para melhorar sua tecnologia de pesquisa.
Brad Smith, representante legal da companhia, anunciou o movimento com uma declaração que começava com um elogio relutante ao concorrente e alguns pensamentos ilusórios.
“Para começar, nós devemos cumprimentar o Google por suas inovações genuínas, que foram muitas ao longo da última década,” escreveu. “Como o único bom competidor, nos Estados Unidos e na Europa, nós respeitamos seu valor de engenharia e liderança competitiva.”
Bom competidor? A última pesquisa do Comscore mostra que o market share nos Estados Unidos da Microsoft e de seu parceiro Yahoo, corresponde a menos da metade da parte do Google. A primeira tem 29,7% enquanto a segunda possui 65,4%.
Sozinha a companhia tem apenas 13,6% do mercado de pesquisas. E enquanto os números da Comscore mostraram que a Microsoft tinha conseguido aumentar sua parte nos últimos meses, esse progresso estagnou.
Oh, certo, a companhia estaria melhor, se não fosse as táticas de monopólio do Google (algo que o Redmond desconhece). “Estamos preocupados por um padrão de ampliação de conduta destinado a impedir alguém de criar uma alternativa competitiva”, afirmou Smith.
Entre outras reclamações, a empresa afirma que o Google força os anunciantes de pesquisas a colocar seus dados em um formato proprietário que não é compatível com outros serviços de pesquisa, como o Bing. Ela ainda alegou que a concorrente tornou difícil o acesso ao YouTube pelos dispositivos com Windows Phone 7 (WP7).
Esse seria um fato interessante, se não fosse as evidências de que várias pessoas, que não são funcionários da Microsoft, usam dispositivos WP7 e não tiveram problemas ao acessar o site. (Eu estou uso um e o YouTube parece funcionar normalmente)
A razão que não deixa o Bing competir em igualdade com o seu maior concorrente é a mesma que faz o WP7 não ser um grande competidor para o iPhone e que impedirá o sistema operacional para tablets do Windows (quando a Microsoft decidir produzir um) de bater as vendas do iPad e do Android: muito pouco, muito tarde e nenhuma razão atraente para motivar os consumidores a mudarem de plataforma.
Se a Microsoft realmente quiser avançar no mercado de buscas, ela precisará se focar menos no que Smith chama de “práticas desconcertantes” do Google e se preocupar mais em criar um serviço que seja realmente inovador.
(Tradução: Thaís Sabatini)
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