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Millenials

Millennials no mercado de trabalho: afinal, o que eles querem?

Quando falamos em carreira profissional, a chegada de novas gerações nos postos de trabalho é sempre objeto de análise, e não tem sido diferente com os millennials, ou geração Y. Nascidos entre 1981 e 1995, os jovens e adultos desse grupo – nichado tanto para questões de consumo quanto de comportamento como profissionais – são, […]

Publicado: 20/05/2026 às 20:36
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Quando falamos em carreira profissional, a chegada de novas gerações nos postos de trabalho é sempre objeto de análise, e não tem sido diferente com os millennials, ou geração Y. Nascidos entre 1981 e 1995, os jovens e adultos desse grupo – nichado tanto para questões de consumo quanto de comportamento como profissionais – são, via de regra, divididos em duas vertentes: old millennials (que viveram boa parte da infância sem internet) e young millennials (que têm smartphones desde os anos 2000).

A identificação de uma “divisão de millennials”, vale dizer, fez parte de um estudo feito pelo Google, em 2017, o “Dossiê BrandLab”, para mapear tendências de consumo. O que os une, entre outros fatores, é o acesso à informação 24 horas por dia. Penso que a capacidade de assimilar esse repertório pode ser uma das grandes ferramentas no mercado de trabalho.

No dossiê, eles responderam ainda a valores destacados em suas carreiras. Acho interessante mergulharmos fundo em aspectos que os millennials das duas fases dão importância: a educação e a vontade de contribuir em um ambiente profissional inovador, que esteja a par das novidades tecnológicas e que proporcione condições de eles exercerem sua busca por “propósito”.

Como aproveitar isso dentro da empresa?

Penso que este é o momento em que as corporações que querem (e precisam) absorver essa mão de obra devem explorar ao máximo as potências que têm para responder a essas demandas. Propor um ambiente colaborativo, com ferramentas digitais “afiadas” de trabalho e que promova o conhecimento da forma mais tecnológica possível pode ser uma saída para captar esses talentos.

Em 2016, a Dell e a Intel fizeram uma pesquisa que já apontava para esses caminhos, especialmente do uso de recursos digitais para treinamentos e no dia a dia profissional. No estudo, mais de 3 mil homens e mulheres da geração Y e de outras gerações responderam a uma entrevista online comparando suas preferências no ambiente de trabalho. O resultado mostrou que os jovens têm uma percepção muito mais conectada ao futuro dentro do meio profissional.

Exemplos: 73% dos millennials buscam recursos virtuais de compartilhamento de informação para colaborar com os colegas de trabalho remotamente, enquanto 63% dos entrevistados de outras gerações demonstraram preocupação com isso. Para 67% dos millennials, reuniões com realidade virtual ou aumentada são experiências muito positivas no trabalho, enquanto essa perspectiva cai para 57% para pessoas de outras gerações.

Já sabemos que muitas vagas de emprego que seriam facilmente preenchidas nos anos 70 e 80 já “saíram de moda” entre os profissionais da geração Y. A tecnologia, aliada ao surgimento de profissões totalmente ligadas à internet, fez com que ocupações mais burocráticas e analógicas fossem perdendo o brilho frente aos olhos dos millennials.

Para comprovar essa ideia, um estudo da consultoria de negócios e pessoas Penn SchoenBerland com 3.800 empregados, em nível global, mostrou que, para 66% dos millennials, o uso de realidade virtual para treinamentos era uma boa ideia, que daria liberdade para eles se capacitarem a qualquer momento e em qualquer lugar. É fato: para essa geração, a tecnologia está relacionada ao aumento de produtividade.

Penso que, diante de dados tão claros sobre o comportamento dessa geração, temos uma oportunidade de expandir ainda mais as potencialidades desses colaboradores. Criar um local de trabalho nas condições citadas, sem deixar de lado a busca por resultados e as exigências inerentes a cada vaga, pode ser uma ótima forma de empresários e grandes empresas se consolidarem no mercado.

Há um “jeito millennial” de trabalhar?

A principal questão é entender que há muita contradição ao se definir o “jeito millennial de se trabalhar”. Ao mesmo tempo em que são vistos como desapegados, apressados para crescer profissionalmente, também são capazes de aliar o lado humano com o do trabalho e pensam muito na importância de ir além dos estudos. Um lado empreendedor também não deve ser deixado de lado.

Neste sentido, dou destaque a uma característica que pode ser o grande trunfo das contratações millennials para uma corporação: eles querem contribuir com seu talento em tecnologia e em comunicação para mudar o mundo. Para isso, se capacitam, ainda dão valor tanto à formação acadêmica quanto a experiências de vida e, ao conseguirem uma vaga, não se sentem acomodados com o que já sabem.

*Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais

 

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