Popularização dos smartphones e das lojas de aplicativos precisam ser debatidas nas empresas
A popularização dos smartphones e aplicativos móveis disponíveis para downloads nas lojas de aplicações configuram outro desafio à segurança das empresas. Enquanto algumas companhias possuem projetos de mobilidade que consistem na distribuição de aparelhos para gerência e direção, boa parte dos empregados exibe seu device e, por meio dele, acessa sistemas da companhia, desde e-mail até o CRM. O que fazer quando estes aparelhos se convertem em mais um ponto de dispersão dos dados da corporação?
A indústria fornecedora está atenta e algumas, como a Kaspersky, trabalham no desenvolvimento de antivírus para plataformas móveis, mesmo porque, tais dispositivos já são alvo de hackers. Recentemente, algumas versões do sistema operacional Symbian estiveram no alvo dos cibercriminosos e estimou-se um número de 100 mil smartphones vulneráveis aos botnets.
Diante disso, o CIO precisa aprender a lidar com o universo de sistemas operacionais que necessitam de suporte e entender de uma vez por todas que a segurança já não se limita à redoma de concreto da companhia. “As pessoas usam seus aparelhos como miniescritórios e não pensam em backup, que o dado tem vida longa, que a política de descarte é inexistente”, exemplifica Ricardo Castro, da Isaca.
Como lembra Jeferson D”Addário, da Daryus, já não existe uma padronização como havia no passado e, dentro do plano de segurança, é preciso prever como garantir o controle das máquinas na casa do funcionário. “Segurança na ponta é essencial já que o acesso pode ser via celular, cibercafé, tablet. É fácil com mobilidade se logar e acessar, sobretudo, com modelo SaaS, mas o mundo da segurança tem de trabalhar mais.”
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