Falta de padrões na indústria impede o desenvolvimento do serviço
Mote do Ciab 2007, a mobilidade não parece ser o grande tema para as lideranças de TI dos bancos brasileiros. “O mobile banking hoje tem uma grande dificuldade de escala, e o que tem sido feito são provas de teste para aprender como usar”, comentou Gustavo Roxo, CIO do Banco Real. Para ele, não há expectativa de que o acesso bancário pelo celular torne-se uma estratégia viável em menos de três anos.
A demora pode ser creditada à falta de padrões na indústria financeira e de telecom. Sem os padrões, destacou Alexandre de Barros, CIO do Banco Itaú, não vai se chegar a lugar nenhum. “A Febraban tem de jogar pesado nisto”, completou. Segundo ele, da forma como o mercado se encontra hoje, o único caminho seria a oferta de internet móvel para consumidores de alto padrão, com acesso próximo ao da internet convencional, o que elimina a possibilidade de usar a mobilidade como uma forma de bancarizar as classes mais baixas.
Já Glória Guimarães, diretora-geral de TI do Banco do Brasil, não acredita no uso do celular como ferramenta de bancarização, mas como conveniência para os clientes. A executiva comentou que desde 2002 o banco trabalha no desenvolvimento de uma plataforma para trabalhar com o mobile banking em todas as operadoras e modelos de aparelhos. Segundo ela, o serviço tem hoje 400 mil clientes, que realizam dois milhões de transações.
Júlio Gomes, CIO do Unibanco, também apoiou a idéia, argumentando que a bancarização acontecerá pela mudança do modelo de negócio dos bancos. A respeito do móbile banking ele foi conciliador: “o padrão vai surgir, é preciso ter paciência. A indústria de telefonia é muito nova no Brasil, e a mobilidade é mais nova ainda”, disse.