Serviço será agregado ao mercado, por meio de uma oferta complementar para atender a necessidades específicas
A introdução do MVNO (sigla para operadoras móveis virtuais) não vai gerar competição no mercado de telefonia móvel como um todo. A opinião é de Ricardo Distler , executivo sênior da área de Mídia e Telecomunicações da Accenture.
“Está não é uma noção correta [a de elevar a competitividade]. Se olharmos em vários países, vemos que o sistema é implementado justamente quando o mercado móvel atingiu sua maturidade”, disse, em entrevista ao IT Web.
Mesmo com as controversas tarifas cobradas pelo serviço no País – enquanto algumas pesquisas apontam que elas seriam as mais altas do mundo, operadoras rebatem que essa percepção é verificada somente quando analisado o preço cheio, e não o de pacotes e promoções, que seriam mais comuns – os preços não tendem a cair. “Eu diria que esse tipo de estudo [que considera os custos brasileiros para os serviços como os mais caros do mundo] é rebatido com propriedade”, afirmou.
Assim como ocorre com o mercado de cartão de crédito convencional e com o private label – aquele oferecido por redes varejistas, aceito somente em determinadas lojas ou sites de vendas. “Um deve complementar o outro”, ponderou.
De acordo com Distler, no Brasil – assim como ocorre no mundo todo – a introdução do MVNO não se dá por necessidade de concorrência. “O objetivo de sua introdução é proporcionar a ampliação do leque de alternativas para o cliente. São operações que vão se focar em necessidades específicas”, previu, com base na experiência internacional.
“Acredito que seria muito complicado para um MNVO que queria prestar o mesmo serviço que uma operadora de celular. A experiência internacional mostra que são experiências não bem-sucedidas. Você estaria supondo que uma empresa cujo negocio principal não é telefonia celular faz algo melhor do que uma especializada”, adicionou.
Experiências
Entre as experiências internacionais citadas, estão a do Carrefour da Bélgica, onde as promoções de MVNO são veiculadas em nove milhões de catálogos entregue na residência dos consumidores e, de acordo com o produto em promoção, o cliente recebe minutagens ou pacotes de SMS.
“O MVNO é um mercado de nicho para estimular os negócios de determinada empresa”, finalizou.
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