Com nova linha de aparelhos, operadora quer atingir maior penetração entre executivos de empresas
Bastante focada no segmento corporativo da telefonia móvel, a Nextel não participa de discussões sobre espectro de freqüência, não tenta impôr sus vontades ao órgão regulador, nem faz declarações polêmicas sobre o futuro do setor. Sem muito alarde, a empresa segue em uma trajetória de forte ascendência.
Atualmente, conta com uma base de 1,18 milhão de clientes, com uma receita média por usuário (ARPU) de US$ 55 – no último trimestre a Vivo, teve um ARPU de R$ 30,8, cerca de US$ 17,4. No ano passado, o crescimento da empresa no Brasil foi de 42%. Em 2007, a expectativa é manter este ritmo. Já para 2008, nenhuma declaração é feita. “Este ano será o melhor da Nextel no Brasil”, afirma o presidente, Sérgio Borges Taia.
Segundo o vice-presidente de marketing da empresa, Mario Carotti, este ano também foi o que a empresa mais investiu no País. Como o ano ainda não terminou, o montante não pode ser revelado, mas foi maior que os US$ 220 milhões aplicados em 2006. “A maior oportunidade de crescimento da empresa na América Latina está no Brasil”, reforça Carotti.
E para potencializar ainda mais este crescimento, a empresa lançou, nesta sexta-feira (30/11), uma nova linha de aparelhos com maior poder de processamento de informações e recursos avançados de som e animação. A plataforma, batizada de Phoenix, está sendo implementada em todo o mundo desde o começo do mês. “O sistema operacional é todo novo”, destaca Marco Andrade, diretor da unidade iDEN da Motorola no Brasil. iDEN é a tecnologia de comunicação utilizada pela Nextel. O padrão é proprietário da Motorola.
De acordo com Carotti, com os novos aparelhos, que temabém têm design mais avançado, a idéia é atingir uma penetração maior nos altos níveis de gestores das empresas. Alguns aparelhos serão vendidos no varejo, e Taia acredita numa migração natural dos clientes. “É uma demanda deles”, comenta.
A cobertura, que hoje chega a cerca de 220 municípios, é um elemento que segura o crescimento da empresa, admite Carotti, mas a Nextel não irá deixar de privilegiar a boa prestação de serviço em sua rede. “Queremos os clientes que precisam de disponibilidade 99% do tempo”, completa.