Salvador é a primeira praça a receber serviços da operadoras; expansão deve atingir outras três cidades ainda no primeiro semestre
A Nextel inaugurou na quarta-feira (11/03) sua operação no Nordeste, começando por Salvador. A operadora celular especializada em mercado corporativo ainda pretende expandir sua atuação para Fortaleza, Recife e Vitória, antes de terminar o primeiro semestre, segundo o presidente, Sergio Chaia.
O crescimento decorre de a operação no Brasil ter se tornado prioridade dentro do mapa da Nextel, que abrange Argentina, Chile, Peru e México, conforme definiu a matriz americana NII. Foram definidos investimentos de US$ 100 milhões adicionais para permitir crescimento no País.
“Ao lado de uma performance positiva nos últimos anos, a Nextel enxerga espaço para crescer apoiada no fato de que sua cobertura está disponível para somente 53% do Produto Interno Brasileiro (PIB), enquanto no México, Argentina e Peru, esse porcentual é de 80%”, afirmou Chaia.
Outro fator é a fatia de clientes no Brasil, de 1,83 milhão de pessoas, representar apenas 7% do total de pós-pagos, enquanto no México e na Argentina, esse porcentual alcança 30%. “Temos muito a conquistar aqui”, acrescenta o executivo. Ele se refere a pesquisas que a empresa encomendou e que indicaram nível baixo de migração para outra operadora – 1,34%. Enquanto isso a média de mercado supera os 2%, segundo dados de mercado. Ao mesmo tempo, a média de permanência do cliente na operadora é alta, de 6 anos.
Crise inexistente
A crise não existe para a Nextel. Dona da maior receita média por usuário da indústria da telefonia celular, de US$ 58 ou cerca de R$ 124, a operadora não sente nenhum reflexo da crise financeira que assola muitos mercados internacionais. “O crescimento da receita de 40% ao ano perdura há três anos e os primeiros meses deste ano não foram diferentes”, disse sem precisar a taxa.
“Outro demonstrativo de que não há crise, é a contratação de 300 pessoas”, afirmou o executivo..
A Nextel continua interessada em adquirir uma faixa de radiofrequência de 2.1 Gigahertz para atuar no tráfego de dados. Depois de participar do leilão de terceira geração (3G) em 2007, e não levar nenhuma licença, a empresa aguarda a licitação da faixa adicional – a banda H -, na qual a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está trabalhando. “Estimamos que a venda ocorra este ano”, disse Chaia.
Banda larga móvel
De posse da banda H, a Nextel atuaria com placas de terceira geração que se inserem em computadores para banda larga, complementando o uso dos telefones celulares de tecnologia iDen, fornecida pela Motorola, e implantada na faixa de 800 Mhz.
A Nextel faturou US$ 1,3 bilhão no ano passado no Brasil, registrando crescimento de 43% sobre o ano anterior. O crescimento foi maior do que o constatado em outros países e foi um dos motivos para que a operação brasileira tenha sido selecionada para receber investimentos prioritários da corporação americana.