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No coração da Fórmula 1

Sistemas parrudos suportam o nível de controle necessário para que o evento aconteça com segurança

Publicado: 10/04/2026 às 14:28
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5 minutos
No coração da Fórmula 1
Construção civil — Foto: Reprodução

Os três dias de glamour e badalação do GP Brasil de Formula 1 são preparados durante o ano inteiro. Na sala de controle de prova, os responsáveis assistem aos treinos e à corrida por inúmeros monitores que compõem o circuito interno de televisão e que filmam cada trecho da pista, o que permite a identificação rápida de qualquer tipo de problema. InformationWeek Brasil entrevistou com exclusividade o diretor de operações do evento e responsável pela área de tecnologia da informação, Alfredo Tambucci. O executivo, que trabalha no evento desde 1990 a convite da empresa promotora, comentou sobre os preparativos para que, nos dias 19, 20 e 21 de outubro, as máquinas mais potentes do automobilismo mundial mostrem o que são capazes no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Leia, a seguir, os principais trechos:

A TI no GP Brasil

“A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estabelece com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) as necessidades para o GP Brasil. Estas informações são passadas ao promotor do evento, que providencia a estrutura para a realização do evento. A CBA trabalha em paralelo, com um plano operacional, e o promotor tira a idéia do papel e a torna realidade.”

Principais exigências da FIA

“A FIA fornece um protocolo com informações de segurança que devem ser seguidas, como, por exemplo, que a cada 150 metros deve haver extintores de incêndio e bombeiros posicionados. Desenvolvemos nosso plano operacional e nossa ferramenta de trabalho a partir desse protocolo.”

Modelo de trabalho

“Com exceção da infra-estrutura de transmissão de dados, todos os demais sistemas são desenvolvidos e controlados por uma equipe interna. Optamos por este modelo porque a operação do GP Brasil envolve muitos detalhes e não há margem para erro. A equipe de TI deve ter um conhecimento profundo de todas as variáveis possíveis na operação. É fundamental poder prever tudo o que pode acontecer no evento.”

Time

“São três pessoas na área de tecnologia, técnicos e analistas de nível universitário, que trabalham o ano todo. Um está na equipe desde 1990 e os outros dois, desde 2003.”

Sistemas

“O sistema mais importante é a direção de prova. Para esta operação, foram desenvolvidos em 2001 uma mesa de controle e um software que é aperfeiçoado a cada ano. O controle desta operação tem um sistema de banco de dados que compila todas as informações da pista. O sistema reúne um mapa com detalhes sobre todos os postos de sinalização, de bombeiros e médicos. Existe um circuito de televisão fechado ligado a ele, do qual é possível visualizar todos estes postos para intervenção imediata na pista e nos boxes. Ele também indica a melhor solução para cada situação de emergência, pois existem muitas variáveis numa prova.”

Variáveis previstas

“Se um carro bate, por exemplo, a intervenção deve ser feita de uma determinada maneira. Se são dois carros, será outra forma; se for fogo, existe outra. E isto não pode ser feito por intuição, por isso tudo é previsto e planejado minuciosamente, com a experiência acumulada em quase duas décadas.”

Embratel, responsável pela transmissão de dados

“O fornecedor externo é definido por um acordo comercial, com uma empresa nacional por questões logísticas.”

Credenciamento

“Faço também o credenciamento. A Fórmula 1 é um esporte de risco. Não pode haver erro, pois há vidas em jogo. O planejamento deve ser seguido à risca. Além disso, é preciso cuidar do acesso ao evento, por isso o sistema de credenciamento também é considerado como crítico e funciona em esquema de 24 x 7.”

Testes de tecnologia

“É inevitável em um esporte de ponta, que envolve alta tecnologia, buscar evoluir sempre. Todos os anos os softwares da operação, em especial o sistema da direção da prova, são aperfeiçoados. Estamos sempre atentos às novas tendências de tecnologia e o Brasil já se destacou com novidades nessa área.”

Troca de informações sobre tecnologia com os responsáveis pelos demais GPs

“Não há troca de informações, mas vários GPs já utilizaram tecnologia desenvolvida por nós. Alguns sistemas, inclusive, foram levados pela própria FIA a outros eventos.”

Empresas de tecnologia na F1

“Faz sentido que empresas de tecnologia queiram associar suas marcas à principal categoria do automobilismo, conhecida por desenvolver tecnologia de ponta.”

Preparação para 2008

“Durante uma edição de um GP, já estamos atentos ao que deve ser preparado para o próximo. Começamos a fazer os registros durante a corrida e damos continuidade ao trabalho logo depois de seu término, quando ainda estamos com todas as informações frescas na cabeça.”

Veja aqui o especial completo sobre a TI na Fórmula 1

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