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Novas fontes ATX no mercado brasileiro

Introdução Não faz muito tempo era difícil encontrar fontes de “potência real”-nome que passou a identificar as fontes ATX que realmente correspondem às especificações das etiquetas. Antes só tínhamos as genéricas, aquelas fontes vagabundas que custavam (e algumas ainda custam) 30 ou 40 reais, e vinham “de graça” dentro dos gabinetes. Essas fontes genéricas mentem […]

Publicado: 19/05/2026 às 09:33
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24 minutos
Novas fontes ATX no mercado brasileiro
Construção civil — Foto: Reprodução

Introdução

Não faz muito tempo era difícil encontrar fontes de “potência real”-nome que passou a identificar as fontes ATX que realmente correspondem às especificações das etiquetas. Antes só tínhamos as genéricas, aquelas fontes vagabundas que custavam (e algumas ainda custam) 30 ou 40 reais, e vinham “de graça” dentro dos gabinetes. Essas fontes genéricas mentem sem a mínima vergonha em suas etiquetas, mostrando valores até maiores das que estamos analisando aqui hoje, e são um risco para os computadores com níveis de consumo mais altos, pois apresentam oscilações de voltagem fora das especificações e não têm nenhum ou quase nenhum sistema de proteção contra cursos ou sobre voltagem. Não é raro, e aqui no Fórum PCs temos vários casos assim, que essas fontes ao queimarem levam junto as placas mãe e outros periféricos do seu querido computador.

Eu mesmo, no meu laboratório, cheguei a queimar umas 5 fontes genéricas durante testes em overclock nos anos de 2001 e 2002, e em um dos casos tive uma perda completa no equipamento. Depois disso, insisti com meus parceiros da época para que introduzissem no Brasil fontes de melhor qualidade, apesar do alto custo, e passei a adotar exclusivamente esses modelos em todos os testes. Lembro que as primeiras remessas que chegaram ao Brasil foram de 40 peças no máximo, e levaram quase 2 meses para serem vendidas ao absurdo preço de 600 reais para uma fonte de 420W com PFC Ativo. Depois disso, a oferta foi gradativamente aumentada e o preço caindo a níveis mais acessíveis, a queda do dólar também favoreceu pois veio diminuindo de 3.60 para menos de 2.70 reais recentemente.

Mas a tendência era irreversível. Os processadores estavam em uma linha crescente de consumo e nada indicava que iria parar-até hoje é assim-e as placas de vídeo passaram de meros dispositivos que mostram imagens no monitor para um sistema complexo de processamento 3D e memórias de alta performance muitas vezes mais sofisticado do que o processador principal e em alguns casos consumindo mais energia do que ele.

Em valores absolutos o consumo de um PC moderno não é tão alto assim, é difícil calcular o valor exato mas no sistema que adotamos para esses testes temos aproximadamente 240 watts de consumo máximo, e 200 watts na média. Parece pouco, mas dada a forma como um processador funciona, oscilando entre repouso e máxima performance em um intervalo de micro segundos, o fornecimento dessa energia precisa ser absolutamente limpo, constante e filtrado de qualquer ruído proveniente da rede externa ou mesmo daqueles causados por componentes internos do PC, como a aceleração de um HD que está em repouso para sua velocidade de trabalho, de 7200 rpm.

Hoje uma fonte de muito boa qualidade já custa menos do que 200 reais, como os modelos de 350W da Seventeam, e há outros ótimos modelos na faixa até 300 reais. As genéricas por sua vez também precisaram melhorar para suportar o consumo dos PCs atuais, e por isso mesmo encareceram de preço em relação aos modelos do passado, mas continuam sendo produtos perigosos pois a economia é feita nos circuitos de proteção, na redução de chicotes elétricos-o que causa a sobrecarga em alguns deles-na redução da bitola dos fios, nas ventoinhas de baixa durabilidade, nos transformadores e capacitores de baixa qualidade e eficiência, enfim, não há mágica em eletrônica.

Em dólares no mercado americano, as fontes de “potência real” mais baratas, aqueles modelos entre 300 e 350 watts, custam em torno de 25 a 30 dólares. Como são produtos pesados (geralmente acima de 1.5 kg) o custo do frete mais os impostos exigidos praticamente dobram esse valor, atingindo 60 dólares em média para o revendedor brasileiro, que acrescidos da sua margem de lucro chega aos 75 dólares (menos de 200 reais) cobrados ao consumidor final. Uma genérica ordinária é produzida na China por 3 a 4 dólares no máximo e chega ao Brasil por 20 a 30 reais de custo, que com as margens do distribuidor, revendedor e garantia-já que a fábrica não se responsabiliza pelo produto-atingem o valor de venda ao consumidor em torno de 60 a 90 reais. Sim, as margens são bem mais altas porque o mercado consumidor desinformado permite isso e o custo de garantia tem que ser acrescentado ao produto. Resumindo, ou você para 32 dólares por algo que custou 4 (acréscimo de 700%), ou paga 75 dólares por algo que custou 30 (acréscimo de 150%) mas oferece muito mais potência e segurança.

Um PC como o utilizado nos testes, equipado com um Athlon64 3800+, uma DFI Ultra D, 1 GB de memórias Corsair 3200XL, uma Radeon X850XT PE e mais outros acessórios, como HD, unidade de DVD e placa de som, custa ao consumidor mais de 6 mil reais e consome, como já dissemos, entre 200W a 240W dependendo do uso. Faz sentido deixar um produto como esse nas mãos de uma fonte de 4 dólares?

Também não é preciso exagerar na potência. O sistema acima operou muito bem com os dois modelos de 350W que testamos, um da Coolermaster e outro da Enermax, sem aquecer, sem oscilar suas voltagens e acima de tudo sem doer no bolso do consumidor. Fiz questão de anotar o índice do 3DMark2005 em todas as fontes testadas para confirmar que “ fonte cara não aumenta o desempenho” pois os valores em todos os casos ficaram entre 6190 e 6198 pontos, e o desvio de 0.1% pode ser atribuído à margem de erro de qualquer teste.

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