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NRF Europe 2025: Paris estreia como epicentro da tecnologia no varejo

Por Vanessa Sandrini, VaS Continuum, e Simone Sancho da Belong Be (collab em Paris) O primeiro dia da NRF Europe 2025, em Paris – evento que aconteceu na última semana, de 16 a 18 de setembro – deixou claro que o futuro do varejo será construído sobre tecnologia aplicada à experiência, eficiência e regulação. Ao […]

Publicado: 14/03/2026 às 16:54
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4 minutos
Logo da National Retail Federation (NRF), associação de varejo dos Estados Unidos, em um smartphone (consumidor)
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Vanessa Sandrini, VaS Continuum, e Simone Sancho da Belong Be (collab em Paris)

O primeiro dia da NRF Europe 2025, em Paris – evento que aconteceu na última semana, de 16 a 18 de setembro – deixou claro que o futuro do varejo será construído sobre tecnologia aplicada à experiência, eficiência e regulação. Ao unir a Paris Retail Week ao ecossistema da NRF, o evento está reunindo 15 mil profissionais e 480 expositores, transformando o Paris Expo Porte de Versailles em um laboratório vivo de digitalização, inovação e integração de sistemas.

O conceito “Retail Together” sintetizou o espírito da edição: unir a tradição francesa de sofisticação com o pragmatismo tecnológico da NRF. E a tecnologia foi o fio condutor — IA pragmática, pagamentos sem fricção, unificação de dados para omnichannel e sustentabilidade rastreável.

Leia também: IBGE: maior parte da indústria brasileira já usa tecnologias avançadas

Loja como hub digital

A loja física volta ao centro não como ponto isolado, mas como hub de dados e serviços. O modelo de unified retail apresentado em Paris depende de arquiteturas que integram cliente,

estoque, pedidos e pagamentos em tempo real. Isso habilita operações como BOPIS 2.0 (buy online, pick up in store), devolução assistida e last-mile com KPIs claros: tempo de preparo, taxa de conversão por missão e custo logístico por pedido.

Nos Store Tours organizados pelo evento, ficou evidente como a tecnologia de integração não é mais promessa: é engenharia em funcionamento, traduzida em dashboards e métricas que sustentam a experiência “seamless” (integrada, fluida, sem atrita).

Pagamentos invisíveis e inteligentes

Outra frente de destaque foi a dos pagamentos digitais. Com demonstrações de Tap-to-Pay da Apple, soluções de roteamento da Adyen e cases de PDV móvel, o evento mostrou que o checkout tradicional está em extinção. Vendedores equipados com um único dispositivo unificam atendimento e pagamento, eliminando filas e transformando transações em dados de jornada.

A tokenização e a análise em tempo real de risco reduzem fraudes e abrem espaço para personalização, ao mesmo tempo em que diminuem o custo por transação. O pagamento, aqui, não é fim da jornada: é motor de fidelização e eficiência operacional.

IA pragmática: da operação à resiliência

Se em edições anteriores a inteligência artificial ainda soava como hype, em Paris a palavra de ordem foi pragmatismo. A IA apareceu em demonstrações no Startup Hub como ferramenta de ROI imediato: previsão de demanda para supply chain, precificação dinâmica e markdown inteligente, roteamento logístico e monitoramento de riscos.

Com o ambiente europeu sujeito a tarifas, instabilidade energética e novas regulações, a IA foi apresentada como instrumento para garantir margem e resiliência, com ciclos ágeis de 60–90 dias e KPIs orientados a giro, margem e mitigação de riscos.

Sustentabilidade rastreável

A pauta de sustentabilidade regulada reforçou como a tecnologia é indispensável para viabilizar ESG na prática. Eco-design, recommerce – termo usado para descrever a revenda de produtos já usados, recondicionados ou retornados — geralmente por meio de plataformas digitais, marketplaces ou programas oficiais “e-commerce da revenda” – e rastreabilidade foram apresentados como soluções plugáveis em sistemas de gestão, permitindo medir circularidade e logística limpa em tempo real.

Paris mostrou que, na Europa, não basta comunicar: é preciso auditar e provar digitalmente o impacto ambiental. A rastreabilidade digital se consolidou como parte da proposta de valor tanto para compliance quanto para eficiência.

Um dia que conectou tecnologia e propósito

O saldo do primeiro dia da NRF Europe 2025 é inequívoco: a tecnologia não aparece isolada, mas como tecido que conecta formatos, consumidores e regulações. A loja vira plataforma digital, pagamentos se tornam invisíveis, IA entrega valor operacional e sustentabilidade é mensurada por dados.

O evento deixa claro que o varejo europeu — e global — caminha para um modelo em que a engenharia tecnológica da experiência será o diferencial competitivo. Paris, nesse sentido, está sendo mais que palco: está sendo uma prova de conceito.

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