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O Carioca Ixperto

Para evitar frustrações dos que esperam encontrar aqui apenas elucubrações sobre computadores e congêneres, começo por esclarecer que esta coluna não será sobre informática. Em vez disto abordará o estranho comportamento de uma espécie animal peculiar, o “carioca ixperto“. Portanto, se você é daqueles que só se interessa por tecnologia, por hoje sugiro sorver seu […]

Publicado: 23/05/2026 às 06:35
Leitura
21 minutos
O Carioca Ixperto
Construção civil — Foto: Reprodução

Para evitar frustrações dos que esperam encontrar aqui apenas elucubrações sobre computadores e congêneres, começo por esclarecer que esta coluna não será sobre informática. Em vez disto abordará o estranho comportamento de uma espécie animal peculiar, o “carioca ixperto“. Portanto, se você é daqueles que só se interessa por tecnologia, por hoje sugiro sorver seu conhecimento alhures (mas não deixe de voltar semana que vem que vou falar sobre uma máquina notável). Porém, se dispõe de algum tempo, talvez a leitura de hoje não lhe desaponte.

Antes, porém, é preciso esclarecer um ponto: meu amor pelo Rio de Janeiro é inquebrantável, inflexível, inquestionável, inamovível e longevo. Eu mesmo não sou carioca de nascença: moro no Rio, mas nasci em Salvador, outra cidade inegavelmente cativante. Aportei por aqui há mais de meio século, quando a população ainda não passava de dois e meio milhões de habitantes, e encontrei um pedaço do paraíso. Me aculturei, me acostumei, me aconcheguei, me apaixonei. Não renego as origens, é certo. Mas me considero pelo menos meio-carioca. Amo esta cidade de paixão.

E não é que não conheça outras. Por força das atividades que exerço, seja no campo da engenharia, seja no dos computadores, tenho viajado um bocado e já corri meio mundo. Exceto, talvez, Londres e Hong Kong, já visitei todas as demais cidades que gostaria, o que inclui Tóquio, Roma, Paris, Lisboa, Nova Iorque e praticamente toda cidade de grande porte dos EUA e América Latina. Cada uma tem seus encantos e algumas são deslumbrantes, como São Francisco e Veneza (dizem que Nápoles, com sua baía, também é linda, mas por lá ainda não andei). Mas, das muitas centenas de cidades que conheço, não encontrei uma sequer que me causasse tamanha impressão de beleza quanto o Rio. Uma beleza tão intensa que, ainda hoje, quando regresso de uma viagem mais longa e, no caminho de casa, ao passar pela Enseada de Botafogo, vislumbro ao mesmo tempo o Corcovado e o Pão de Açúcar, não consigo deixar de me emocionar.

(A Figura 1 mostra a reprodução de uma obra, óleo sobre tela, do pintor Camões, retratando o Rio de Janeiro de um pouco antes de eu nele chegar, mais precisamente do ano de 1870; vê-se em primeiro plano o Morro Dois Irmãos; atrás dele, à direita, as praias de Ipanema e Leblon, ao centro a Lagoa Rodrigo de Freitas e à esquerda o que hoje são os bairros da Gávea, Jardim Botânico e Lagoa, em frente ao Morro do Corcovado; ao fundo, por detrás dos morros dos Cabritos e Cantagalo, aparece a Praia de Copacabana; a esquerda dela, ainda ao fundo, o conjunto dos morros da Urca e Pão de Açúcar e, mais á esquerda, a Baía da Guanabara; Hoje o Rio já não está tão bonito, mas continua lindo).

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Mas não é só a boniteza. O povo também conquista os de fora. É sofrido, mas alegre. Apanha da vida, mas apanha rindo. E cultiva o saudabilíssimo hábito de rir de si mesmo, de fazer graça com seu próprio infortúnio. Apesar de toda dificuldade que enfrenta no cotidiano, é solidário, risonho, brincalhão. E, sobretudo, acolhedor. O carioca e sua cidade se completam. São de festa, não de briga.

Tudo isto, somado a um clima tropical no qual brilha o sol quase todo o ano e lota as praias mesmo no auge do inverno, faz do Rio de Janeiro ? pelo menos para mim ? a melhor cidade do mundo. Eu não creio que consiga viver em qualquer outra.

O Rio é minha cidade e me orgulho dela.

Mas que, por razões que só Deus sabe, é o habitat natural de uma espécie de animal endêmica que, definitivamente, não combina com ela: o carioca ixperto.

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