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O Firefox 4 está na praça

Pois é… Mal foi publicada a coluna anterior abordando o lançamento da versão final do IE9 (para ser exato, no dia seguinte, 22/03/2001), vem a Mozilla e lança a versão 4, também final, de seu Firefox. Então, já que demos espaço ao IE9, vamos ao Firefox 4 para sermos justos. Mas vamos sem esperar grandes […]

Publicado: 26/05/2026 às 21:46
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20 minutos
O Firefox 4 está na praça
Construção civil — Foto: Reprodução

Pois é… Mal foi publicada a coluna anterior abordando o lançamento da versão final do IE9 (para ser exato, no dia seguinte, 22/03/2001), vem a Mozilla e lança a versão 4, também final, de seu Firefox.

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Então, já que demos espaço ao IE9, vamos ao Firefox 4 para sermos justos.

Mas vamos sem esperar grandes novidades. Pois, como escrevi em resposta a um comentário da coluna anterior que acusava o IE 9 de ser uma “cópia descarada do Chrome”, a única versão de programa navegador que não pode ser acusada de copiar pelo menos metade de seus recursos de alguma versão anterior dos concorrentes é a versão pioneira do Mosaic. E assim mesmo porque, sendo a primeira, não tinha de quem copiar.

Pois acontece que, como bem observou o leitor, quase tudo que o IE9 traz de novo é copiado das versões mais recentes do Chrome e, naturalmente, do Firefox. O que não deve espantar ninguém, posto que o pouco que ele traz de novo será mais adiante copiado pelo Firefox e pelo Chrome se a Mozilla e o Google conseguirem um meio legal de copiar.

Portanto, agora que o Firefox 4 está na praça, não há porque estranhar que quase tudo que ele traz de novo seja copiado das versões mais recentes do Chrome e do IE. E o pouco que efetivamente é novidade nele, logo será copiado pelo IE e pelo Chrome, se a MS e o Google conseguirem um meio legal de copiar.

E daí? O que há de errado nisso?

Certamente nada. Pois, não se iludam: nem Google, nem MS e nem Mozilla são entidades beneficentes. Nenhuma delas é “boazinha”. Da mesma forma que nenhuma delas é “malvada”. São organizações que têm empregados que esperam ser pagos regularmente e por isto mesmo necessitam faturar para poderem honrar seus compromissos (e embolsar algum lucro, pois afinal ninguém é de ferro). Que, se puderem fazer alguma coisa ? desde que seja legal ? para impedir que as concorrentes aumentem o faturamento, farão. E também não cultivem imagens românticas: a ênfase que dou ao fato da cópia ser possível desde que legal não decorre do fato de serem as citadas empresas exemplarmente escrupulosas, mas exclusivamente devido a que, se cometerem alguma ilegalidade, vão gastar uma nota pretíssima respondendo a um processo judicial movido pelas concorrentes que, se perderem, causará um prejuízo tão grande que a empresa poderá mesmo ter que fechar as portas.

Então, não vejo razão para esperar de qualquer uma delas um comportamento muito diferente do da outra. E, por favor, não me venham com aquele papo do “dont be evil” que o assunto já foi devidamente discutido por ocasião do recente entrevero Google x Facebook e quem tiver dúvidas consulte o excelente artigo de Diego Biscaia no DabsDesign, “Google X Facebook ? Quem é o mais mau?“.

Logo não deve causar surpresa a ninguém que cada nova versão de um programa navegador (e, a bem da verdade, de qualquer aplicativo que tenha concorrentes no mercado) incorpore as “novidades” previamente incorporadas pelos demais. Assim é, assim sempre foi e assim sempre será. Isto não é ilegal posto que, se fosse, os concorrentes já teriam partido para decidir o assunto pela via judicial. Tampouco é aético. Afinal, cada programa navegador deve procurar oferecer a seus usuários tudo aquilo que torna a navegação mais fácil e mais rápida. E se alguns dos recursos que contribuem para isto foram oferecidos antes pelos concorrentes, palmas para eles. O que, naturalmente, não é razão para que estes mesmos recursos deixem de ser incorporados à cada nova versão de cada programa navegador.

Isto posto, vamos ver quais foram as novidades do Firefox 4 recorrendo à própria página “Recursos do Firefox” oferecida pelo Mozilla.

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