Antonio de Pádua, associado à Fundação Dom Cabral, fala sobre a importância do CFO como gestor de risco e profissional estratégico
A perspectiva de futuro para o CFO passa pelo total domínio das regras de governança corporativa. Regras estruturadas de tal forma que a governança propicie o alinhamento de todas as atividades, processos e profissionais da organização. Com esta posição, o CFO passa a desempenhar um papel fundamento para o alinhamento e estratégia da companhia. Estas são as premissas do exercício de reflexão proposto por Antonio de Pádua, da Fundação Dom Cabral, aos participantes do painel ?O novo perfil do CFO?, durante o Business Forum.
Pádua enfatizou a importância da gestão de risco, um dos pilares da governança corporativa, no papel do CFO. ?Padrões éticos ruins no topo da hierarquia corporativa, agressividade nas metas e gerenciamento dos resultados, incentivos mal alinhados, um CEO dominante e carismático demais, a contratação de CFOs com foco em fusões e aquisições, controles ruins e inovação desfocada são alguns dos fatores que aumentam o risco?, define Pádua.
Para enfrentar tais situações, Pádua recomenda aos CFOs partir de análises de risco do que é realmente crítico para organização. ?A gestão de risco tem que ser preocupação compartilhada por todos os executivos?, complementa. O palestrante também reflete que quanto mais crescimento os negócios geram, maior é o risco; neste sentido, não se pode encarar o risco como um limitador do desenvolvimento, mas utilizar processos para elimina-lo ou reduzi-lo a valores que o tornem sob controle.
Pádua destaca que o CFO deve assumir um papel cada vez mais estratégico na corporação. Ele aponta como um dos caminhos a medição do que é efetivamente estratégico para a empresa, trabalhando com uma equipe multidisciplinar na otimização de processos. ?Com uma visão estratégica, o CFO passa a saber lidar com risco e crescimento; e isto possibilita desenhar uma nova curva de valor para a companhia.?