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O que a chegada de Léo Apotheker muda na estratégia da HP?

Martin Reynolds, analista do Gartner, avalia os desafios da fabricante sob a nova direção

Publicado: 21/05/2026 às 16:36
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O que a chegada de Léo Apotheker muda na estratégia da HP?
Construção civil — Foto: Reprodução

HP anunciou quinta-feira (30/09) a contratação do ex-SAP Léo Apotheker como seu novo CEO. O executivo assumirá, efetivamente, o posto em 1º de novembro. Mas o que essa contratação afeta na estratégia da gigante de TI? Para responder a questão, o analista do Gartner, Martin Reynolds perguntou a alguns colegas como eles enxergavam o Sr. Apotheker. A resposta mostrou uma inclinação apontando para desafios e oportunidades para vendas e marketing. Mas, o que isso significa?

“Primeiramente, a SAP opera em um nível de liderança de negócios”, comenta o analista, “vende do CIO para cima”, completa. Reynolds diz que, do outro lado, a HP se prolifera em partes funcionais da TI, com poucos negócios realmente significantes nos níveis mais altos das corporações. “Reside aí uma oportunidade, é claro”, comenta. Ele cita que um dos maiores desafios que enxerga para a HP é incrementar suas receitas em linhas top, pois a transformação promovida por Mark Hurd focou corte de custos para gerar lucratividade.

Reynolds lembra que a HP não tem um vice-presidente executivo de vendas, função distribuída através de unidades de negócio. “Espero ver uma indicação para essa posição”, diz, propondo que o cargo centralize marketing e vendas com o objetivo de fortalecer relações com mercado e propor mais valor. “Também vemos mais foco em vendas verticalizadas”, adiciona.

Outra peça nesse quebra-cabeça é para onde a HP vai agora? A companhia constrói um portfólio de tecnologias para nuvem, mas a mensagem clara é no corte de custos com computação, dividindo capacidades de clientes para novas entregas e serviços inovadores. “Também espero ver um novo foco de clou para lideres de negócio – estratégias e produtos a serem vendidos para CIOs e seus superiores”, opina.

A HP também distribui seus softwares através da corporação. A estratégia da companhia para esse braço de negócios é uma parte muito pequena na companhia, mas com grande potencial de crescimento. Reynolds aposta em um vice-presidente executivo de software e “ficaria feliz” se fosse escalado com uma inclinação para nuvem.

O analista acredita que a abordagem aumentará consideravelmente sua lucratividade. Não será simples: a cultura centrada em engenharia da HP pode ser um fator de grande relevância. Manter a estratégia simples e apostar apenas em crescimento orgânico na área de software não será suficiente. A empresa tem, ainda, o desafio de reinventar-se como uma provedora de ideias realmente novas. Nesse contexto, o novo CEO chega com a promessa de oportunidade e um grande desafio a vencer.

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