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Líderes de TI
sustentabilidade

O que o líder de TI deve saber sobre sustentabilidade?

Para alguns, a sustentabilidade e o mundo digital não estão relacionados. No entanto, a TI tem um enorme impacto no consumo de energia, pois a quantidade de dados que criamos no trabalho e nos contextos privados cresce exponencialmente. Em 2020, o mundo gerou 64,2 zettabyes. Em 2025, estamos a caminho de quase triplicar isso, com […]

Publicado: 23/04/2026 às 06:45
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6 minutos
ESG tecnologia sustentabilidade
Construção civil — Foto: Reprodução

Para alguns, a sustentabilidade e o mundo digital não estão relacionados. No entanto, a TI tem um enorme impacto no consumo de energia, pois a quantidade de dados que criamos no trabalho e nos contextos privados cresce exponencialmente. Em 2020, o mundo gerou 64,2 zettabyes. Em 2025, estamos a caminho de quase triplicar isso, com expectativa de atingir mais de 181 zettabyes – ou seja, 181 bilhões de terabytes.

As pesquisas mostram que 2% a 4% das emissões globais de gases de efeito estufa vêm das tecnologias da informação e comunicação (TICs), que incluem tudo e qualquer coisa relacionada à geração de dados. Muitos analistas preveem que a pegada global de carbono da tecnologia irá dobrar até 2025. Além destas questões, é fundamental refletir sobre a crescente montanha de lixo eletrônico gerado a partir da substituição de processos por mais modernos.

É importante notar que a tecnologia tem a capacidade de nos ajudar a viver de forma mais sustentável, pois usamos a TI para trabalhar, permanecer conectados e nos divertir, tudo isso reduzindo a necessidade de deslocamento e transporte e menos materiais consumidos. Para isso, os líderes de TI precisam examinar toda seu ambiente de tecnologia para garantir que as soluções sejam o mais ecológicas possível. Se isto for incorporado às agendas de TI, há uma oportunidade considerável para contribuir positivamente para a redução de energia, moldar um futuro mais verde e estabelecer precedentes que definam nosso mundo para as próximas décadas.

Sustentabilidade é uma responsabilidade


Em uma época não muito distante, a preocupação com a sustentabilidade e as estratégias de TI não eram discutidos na mesma mesa. Agora isso mudou e são poucas as empresas que não têm a redução de impacto ambiental e de energia no topo da agenda. Os líderes querem incorporar soluções e processos mais ecológicos em suas operações diárias e estão acrescentando estas questões aos pedidos de propostas (RFPs).

De uma perspectiva regulatória, à medida que os governos adicionam novas regras e mandatos, cada empresa procura encontrar maneiras de reduzir as emissões e melhorar a sustentabilidade. Quando estas exigências começaram a surgir, algumas empresas apostaram na sustentabilidade como um modelo de negócio e “ser verde” se tornou uma vantagem competitiva. Agora, essa é uma necessidade, pois a sustentabilidade é uma responsabilidade compartilhada por todos: indivíduos, governos e empresas privadas precisam todos desempenhar seu papel para contribuir para a redução na emissão do carbono.

Prioridades comerciais e impacto ambiental


Agilidade e eficiência foram estabelecidas como pilares do sucesso corporativo – pilares que se cruzam com os esforços de sustentabilidade. Conforme as pessoas geram mais dados, torna-se essencial buscar soluções tecnológicas sustentáveis como um elemento-chave para reduzir o uso de energia.

O armazenamento em flash é exemplo de uma tecnologia que faz isso. As matrizes de armazenamento baseadas em flash utilizam menos energia, ocupam menos espaço e requerem menos refrigeração do que o baseado em disco. As soluções de infraestrutura devem ser ágeis e adaptáveis, prontas para serem implementadas sem overhauls completos, prontas para expandir a capacidade sob demanda conforme a necessidade dos clientes e reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono.

Sustentável por projeto, entrega e padrão


Olhando para o setor tecnológico de forma mais ampla, ciclos de vida tecnológicos inteiros, projeto de soluções e modelos de entrega passam por uma análise minuciosa. Isto é compreensível dado o número crescente de RFPs que se concentram nas credenciais ecológicas de tecnologias e empresas.

Em termos de design, uma abordagem mais modular tornou-se a norma nos últimos anos, permitindo que componentes específicos sejam substituídos conforme a necessidade, ao invés de sistemas inteiros, incluindo incorporação de design sustentável em hardware e software.

Os problemas da cadeia de suprimento experimentados por toda a indústria de tecnologia também trouxeram isso em foco – a agilidade na forma como esses problemas são resolvidos é uma prioridade para os clientes que buscam a garantia de que suas soluções são sustentáveis. Um benefício adicional é que há menos rotatividade de hardware e, portanto, menos lixo eletrônico em forma material.

A escalabilidade se tornou importante para os clientes, pois eles procuram aproveitar ao máximo os investimentos sem estarem vinculados à compra de uma tecnologia que não utilizam por vários anos. Um modelo “as-a-service” permite que as empresas paguem apenas pelos recursos que necessitam, sem assumir a gestão desses recursos na retaguarda. Além disso, elas obtêm o máximo absoluto de seu investimento e reduzem drasticamente o desperdício.

Esta abordagem significa que a tecnologia pode ser gerenciada de forma centralizada por um fornecedor ou prestador de serviços que está preparado e incentivado a trabalhar da maneira mais eficiente possível. Isto reduz os níveis de consumo de energia e o desperdício, uma vez que as empresas não precisam mais operar sistemas subutilizados ou ultra dimensionados. Eficaz, eficiente e sustentável.

Um futuro positivo com a liderança no caminho certo


Assim, parece que os departamentos de TI e os fornecedores de tecnologia estão preparados para nos conduzir em direção a um futuro sustentável, certo? Sim e não. O potencial está lá, com certeza. O Fórum Econômico Mundial já sugeriu que, até 2050, a tecnologia poderia reduzir as emissões globais de carbono em 20% nos três setores que mais emitem: energia, materiais e mobilidade.

Mas o FEM reconhece que isso só pode acontecer se forem utilizadas as tecnologias certas. Tecnologias que tenham eficiência em seu núcleo; que evitem desperdícios desnecessários e apoiem metas de sustentabilidade. Todas as empresas têm a responsabilidade de implementar processos mais ecológicos. As de tecnologia precisam se concentrar em incorporar metodologias e práticas mais ecológicas em seu projeto principal, para que se torne um processo automático.

Em cada empresa, essas tecnologias poderiam ser uma força para negócios mais simples e mais ecológicos. Mas, primeiro elas devem ser escolhidas por líderes com visão inovadora e impulso para colocá-las em funcionamento.

*James Petter, vice-presidente e general manager internacional da Pure Storage

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