ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
meios de pagamento
PIX

O que sabemos sobre PIX, plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central

Com início programado para o mês de novembro, o sistema de pagamentos instantâneos (SPI) criado pelo Banco Central apresentou um avanço no final da semana anterior. Em evento, a autarquia anunciou o lançamento da marca que representará o serviço, chamada PIX. João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução […]

Publicado: 10/05/2026 às 07:31
Leitura
4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Com início programado para o mês de novembro, o sistema de pagamentos instantâneos (SPI) criado pelo Banco Central apresentou um avanço no final da semana anterior. Em evento, a autarquia anunciou o lançamento da marca que representará o serviço, chamada PIX.

João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução (DIORF), explicou durante o evento como a plataforma beneficiará a vida de toda a sociedade.

A vantagem mais óbvia trata-se da transação quase instantânea (com tempo máximo de dez segundos) de pagamentos para bancos, instituições ou entre pessoas físicas.

Para isso, o meio de pagamento PIX será incorporado em todos os apps de bancos, fintechs e outras instituições de pagamento, da mesma forma que o boleto é utilizado como forma para quitação de dívidas.

A adesão à plataforma será obrigatória para instituições com número igual ou superior a 500 mil contas, sejam elas poupança, corrente, pagamentos etc. Para quem possui uma base menor, a participação será facultativa e não será necessário ativar esse produto já em novembro.

Existe a possibilidade de que os bancos cobrem o serviço para os clientes. Porém, a autarquia acredita que, devido a competição de mercado, essa possibilidade não deva se concretizar.

Histórico de guias

O PIX também será importante para facilitar o pagamento de taxas governamentais, como os pagamentos feitas via Guia de Recolhimento da União (GRU).

Mello dá como exemplo o processo realizado pelas transportadoras para liberar cargas que estão em portos brasileiros. Um dos passos necessários é pagar uma GRU para que a Anvisa inspecione a carga.

Com o PIX, o tempo para compensação do pagamento, que pode levar até dois dias, cai para segundos. Além disso, os órgãos competentes também recebem o histórico da compra, indicando que o pagamento tem relação com determinada carga, eliminando a necessidade de notificação posterior.

Fomento QR codes

Outra facilidade que o PIX deseja expandir está no uso de QR codes, códigos que podem ser lidos pela tela do smartphone e que se traduzem em quantias de pagamento.

O Banco Central definiu dois tipos de pagamentos por QR codes: estático e dinâmico. Enquanto o modelo estático poderá ser utilizado para transferências dentre pessoas físicas, o formato dinâmico terá preferência em pagamentos realizados em comércios como supermercado e restaurantes.

Outra novidade que o PIX poderá trazer trata-se de um endereço virtual de pagamento (EVP), um número hexadecimal (sequência de números e letras) com 32 caracteres para manter a privacidade do cliente, especialmente no caso de QR codes estáticos.

De acordo com o BC, o pagamento por aproximação deverá ser incluso em um momento futuro.

Definições do serviço

Inicialmente, há as chances de que o PIX tenha um valor máximo por transação, que seria aumentando de acordo com a evolução do sistema. Esse limite, porém seria definido pelos prestadores de serviços de pagamento (PSPs) que estejam conectados ao sistema de pagamentos instantâneos (SPI), plataforma na qual o serviço é criado.

Outra proposta é que cada transação tenha uma base centralizada de segurança, com informações detalhadas sobre a transação (como tipo de conta corrente, há quanto tempo a conta existe) para que, com mais
informações, as empresas consigam realizar uma análise de risco mais precisa.

Percepção externa

A implementação da plataforma é vista com otimismo também por instituições no exterior. No sábado (22), o Goldman Sachs divulgou um relatório afirmando que a tecnologia pode aumentar o volume de pagamentos no sistema.

Porém, a instituição também saliente que, para ser usado em larga escala, o PIX terá o desafio de modificar a cultura do público brasileiro, que ainda tem uma ligação bastante forte com o uso de cartões.

Dentro desse setor, o Goldman posiciona companhias como Stone e PagSeguro como melhor preparadas para se adequar ao novo sistema, ao contrário como de marcas como a Cielo.

*Com informações do Valor Econômico, Mobile Time e [2]

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas